Dos 31 projetos de longa-metragens contemplados em 15 edições realizadas entre 2001 e 2022 do Prêmio Catarinense de Cinema, houve 10 filmes concluídos, uma desistência, 18 estão em produção e dois estão em situação irregular. Nesta conta, não entram os projetos contemplados em 2023 (edital que contou com aporte de recursos da Lei Paulo Gustavo), pois o prazo de execução ainda não encerrou.

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Entre 2001 e 2023, são mais de R$100 milhões de recursos do orçamento para a produção audiovisual em Santa Catarina. 

São 16 editais da Fundação Catarinense de Cultura, que representam R$ 52.377.000,00 e R$ 51.995.932,56,00 de Fundos Federais e da Lei Paulo Gustavo, que totalizam R$ 104.372.932,56.

A explicação é que editais mais antigos previam prazos maiores para a execução dos projetos e, alguns deles, não estipulavam limite para pedidos de prorrogação. Também houve a interferência da pandemia de Covid 19, que ocasionou diversos pedidos de extensão de prazo.

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Na atual edição, as regras foram ajustadas para diminuir o período de entrega das produções. Assim, o edital prevê o prazo de 48 meses, sendo possível apenas um pedido de prorrogação por 12 meses. 

O assunto foi discutido no programa Conversas Cruzadas da CBN Floripa, que repercutiu a conquista do Globo de Ouro pela atriz Fernanda Torres, no filme Ainda Estou Aqui, e como isso pode impactar a produção catarinense e nacional. 

Acerta o governo catarinense quando impõe limite para prorrogar o prazo de entrega de uma obra. Quando temos apenas um terço das obras entregues, significa que há problema sério na utilização do recurso público.

É preciso que a cadeira tenha início meio e fim. Que o recurso do contribuinte fomente a produção da obra mas que ela seja concluída e devolvida à sociedade. Caso contrário, ela servirá apenas para movimentar parte da cadeia e sem entrega do produto cultural.

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Além disso, está claro que não basta o recurso público para o processo de produção. Para que a obra tenha sucesso (visibilidade e não apenas reconhecimento crítico), é preciso investir na produção, distribuição e marketing. E, claro, que a obra seja de qualidade.

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