O Brasil vive uma epidemia de violência urbana típica de um país de terceiro mundo. Assaltos, arrombamentos, latrocínios, tiroteios e o crime organizado que se alastra no país. Aqui em Santa Catarina, frisa-se; onde a situação não está resolvida mas o cenário é bem melhor do que a média nacional, pode parecer que a realidade nacional não é tão grave. Mas o noticiário não deixa o cidadão alienado: o crime venceu no Brasil.

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O assunto do momento é a violência policial. Casos bizarros de abordagens e operações das forças de segurança em que o protocolo foi esquecido e a barbárie predominou. Disparo de arma de fogo de forma imprudente e desnecessária, homem jogado de ponte e senhoras que recebem bofetadas.

Não resta dúvida alguma de que é preciso repensar a formação das polícias militares Brasil afora, qualificando esse processo, melhorar os mecanismos de controle, com as corregedorias e ouvidorias e utilizar as câmeras corporais de forma criteriosa.

O Brasil precisa de uma polícia muito bem preparada para lidar com uma marginalidade cada vez mais ousada, que não respeita voz de prisão e cada vez com armamento mais pesado. O policial sai de casa e não sabe se voltará com vida junto a seus familiares. 

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Entretanto, é preciso cuidado de como deve-se abordar esse tema. A sociedade não vai embarcar na tese progressista e do campo da esquerda de demonizar as polícias. 

A demonização policial resulta em mais violência e aumento da criminalidade. Foi o que ocorreu após a trágica morte de George Floyd, em 2020 em Minneapolis, nos Estados Unidos. Surgiu, com toda legitimidade, o movimento Black Lives Matter, que prega o óbvio: vidas negras importam.

O movimento é importante por denunciar a abordagem diferenciada no trato das forças de segurança com os afrodescendentes. Mas pecou no ativismo que pediu a redução do orçamento para as forças de segurança. Onde isso ocorreu, aumentou a criminalidade e a sociedade já pediu para voltar à condição anterior.

No Brasil, com clara intenção de atingir o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, o candidato mais viável para derrotar Lula em 2026, o alvo das críticas (justificáveis) é a polícia daquele estado. Esquece-se, entretanto, o dado trazido pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2023): a Polícia da Bahia, governada pelo PT, é a mais letal do país.

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Mas a quem interessa trazer esse contexto?

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