A Indicium, empresa global de serviços de dados e que nasceu em Florianópolis em 2017, captou, em maio, U$ 40 milhões de dólares em Nova Iorque. O trabalho nos Estados Unidos foi liderado por Isabela Blasi, cofundadora e executiva da Indicium. Atualmente, ela se divide entre Nova York, onde fica a sede da empresa, e Santa Catarina
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Isabela, 28 anos, tem mais três sócios: Matheus Dellagnelo (CEO), Daniel Avancini (Diretor de Dados) e Vitor Avancini (Diretor de Tecnologia).
Isabela Blasi, manezinha de Florianópolis e membro do conselho da Acate e do Lide SC, conversou com a coluna, acompanhe:
Quais as principais soluções desenvolvidas pela Indicium?
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Fazemos soluções de ponta a ponta para todos os desafios de dados de grandes empresas desde a construção da estratégia à execução de projetos. Isso inclui serviços consultivos, estruturação e modernização de plataformas, produtos de dados, como modelos de inteligência artificial e dashboards, e capacitação e treinamentos.
O que fez com que a empresa, criada em 2017, desse um salto tão grande e que culminou, recentemente, com a captação de U$ 40 milhões, em maio, em NY?
A consistência. Em 2017 identificamos um problema e uma dor no mercado e, desde então, continuamos focados em solucioná-lo. Esse compromisso é a nossa missão e nossa essência. Algumas estratégias foram fundamentais para consolidar o nosso crescimento: a construção de parcerias estratégicas globais, o foco na conquista de certificações técnicas reconhecidas internacionalmente e um foco e investimento no treinamento e capacitação de profissionais e clientes.
Por exemplo, enxergamos uma falácia na afirmação de que “não há profissionais de tecnologia”. No Brasil, temos talentos analíticos de altíssimo nível, como engenheiros, professores de exatas e PhDs em física e química. No entanto, o mercado tende a buscar esses profissionais já “prontos”. Decidimos seguir um caminho diferente: percebemos que eles precisavam apenas de um “empurrãozinho” para se tornarem especialistas em dados. Com isso em mente, desenvolvemos um programa de capacitação, que hoje é uma das principais estratégias para escalarmos nossos serviços de qualidade globalmente.
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Muitos jovens da tecnologia tem o sonho de transformar uma startup numa gigante, vender e virar unicórnio. Você se vê à frente do negócio ainda por muito tempo ?
Sempre sonhamos em ser uma empresa global. Além disso, fazer diferença no ecossistema local, colocando o Brasil no mapa como uma nação referência em serviços de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) é uma grande motivação para todos nós. Estamos apenas no começo da consolidação dessa estratégia. Ainda há muito a ser feito e é um momento muito empolgante para mim como empreendedora. Então, com certeza, me vejo à frente do negócio por bastante tempo!
Qual o maior desafio para o setor de inovação em Florianópolis e como superá-lo?
Infraestrutura. Precisamos de apoio para permanecermos no cerne da discussão.
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