O administrador judicial da Teka, o advogado Pedro Cascaes Neto, solicitou no fim da tarde desta quarta-feira (5) à Justiça que a recuperação judicial da tradicional companhia têxtil de Blumenau, que se arrasta desde 2012, seja convertida em falência.
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A requisição, no entanto, fala em “falência com continuação das atividades empresariais”, o que sugere que a empresa, apesar da “mudança de status”, seguirá operando.
Cascaes Neto já havia adiantado à coluna que essa possibilidade, algo semelhante ao que aconteceu com a Sulfabril, poderia ser adotada diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela companhia.
Na petição apresentada à Justiça, a administração judicial da Teka diz que, embora o termo “falência” possa ter conotação negativa junto a funcionários, credores e mercado, os avanços no Direito falimentar criam um cenário de otimismo.
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A chamada “falência continuada”, que é o que está se propondo, atenderia a função social da empresa, como a manutenção dos empregos, mas com o benefício do “fresh start”. Como o nome sugere, seria um recomeço, sem algumas obrigações relacionadas à falência.
“A falência continuada, modalidade reconhecida pelo direito falimentar contemporâneo, permite que, mesmo diante da decretação da falência, a atividade empresarial seja mantida sob administração judicial, garantindo que o parque produtivo continue em funcionamento até sua alienação a investidores ou sua reorganização econômica sob nova titularidade”, cita o pedido.
O pedido ainda será analisado pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul.
A coluna tenta contato com Cascaes Neto para comentar o assunto.
Fotos mostram como é a produção da Teka
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