O pedido feito à Justiça para que o processo de recuperação judicial da Teka seja convertido em falência “consiste justamente na manutenção da empresa em funcionamento”, informou a companhia têxtil em comunicado divulgado na manhã desta quinta-feira (6).
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O documento (leia na íntegra abaixo) lembra a importante função social da empresa, que emprega cerca de 2 mil pessoas nas fábricas de Blumenau (matriz) e Artur Nogueira (SP).
“Neste momento, a Teka reafirma seu compromisso com o cumprimento das suas obrigações assumidas, na manutenção dos empregos, entrega de pedidos, atendimento aos clientes e fornecedores e na plena produção de suas fábricas”, diz o comunicado.
Protocolado no fim da tarde desta quarta (5), o pedido ainda não foi avaliado pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul, onde corre o processo de recuperação judicial da Teka. As partes envolvidas também não foram intimadas para se manifestarem.
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Fotos mostram como é a produção da Teka
Na petição, a administração judicial da empresa, liderada pelo advogado Pedro Cascaes Neto, propõe a “falência continuada”, com a manutenção das atividades e dos empregos e racionalização dos pagamentos a credores até a entrada de uma nova gestão ou de possíveis investidores no negócio.
A Teka está em recuperação judicial desde 2012. Nos últimos anos, a empresa vem enfrentado uma crise não apenas financeira, mas também interna, envolvendo acionistas, busca por influência no rumo dos negócios e destituição de conselheiros por ordem judicial.
Confira o comunicado da Teka na íntegra
Informamos que a administração judicial protocolou na data de ontem (5 de fevereiro), junto à Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul, responsável pelo processamento do caso, nos autos do processo n° 00236742320128240008, pedido de convolação da “Recuperação Judicial” em “Falência com Atividade Continuada”. Tal pedido ainda não foi apreciado judicialmente, nem mesmo as partes interessadas foram intimadas para manifestação.
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Esclarece-se ainda que, o pedido realizado pela administração judicial, consiste justamente na manutenção da empresa em funcionamento, com a racionalização dos pagamentos aos credores e a permanência da Teka no mercado, ante a sua importante função social para as comunidades de Blumenau/SC e Artur Nogueira/SP, mantendo-se os empregos e a geração de produtos e renda.
Assim, neste momento, a Teka reafirma seu compromisso com o cumprimento das suas obrigações assumidas, na manutenção dos empregos, entrega de pedidos, atendimento aos clientes e fornecedores e na plena produção de suas fábricas.
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