O primeiro grande ato do governo Egidio Ferrari (PL) foi escolhido a dedo. O novo prefeito de Blumenau marcou para o Samae, nesta quarta-feira (15), um encontro com a imprensa com ares de evento oficial. A presença em peso do colegiado evidenciou a relevância do tema para a nova gestão, que vê no abastecimento de água e na atuação da autarquia, alvo na história recente de denúncias de corrupção, uma pauta sensível.
Continua depois da publicidade
Receba notícias de Blumenau e região por WhatsApp
Na ocasião, o prefeito e o presidente do Samae, Alexandre de Vargas, apresentaram planos e investimentos, em andamento e futuros, para fortalecer o sistema de abastecimento de Blumenau. É um pacote volumoso, que soma cerca de R$ 270 milhões e inclui obras para ampliar a captação e a distribuição de água. A relação inclui melhorias em estações de tratamento e construção ou reforma de reservatórios, entre outras ações – e politicamente estratégica.
“Acabou qualquer possibilidade de confusão ou de desvios no Samae de Blumenau”, crava Egidio
Algumas delas já estão em curso e outras ainda dependem de captação de recursos em bancos. A maior parte dos projetos foi herdada da gestão Mário Hildebrandt (PL), e nem teria como ser diferente – não há muito o que mostrar de obra nova em apenas duas semanas de governo. Mas teve novidade, com o anúncio de um concurso público, ainda para 2025, para reforçar o quadro da autarquia.
Continua depois da publicidade
Falhas no abastecimento de água foram um dos principais assuntos da campanha eleitoral. É um tema que frequentemente ocupa as primeiras posições da lista de críticas da população. O Samae virou um pepino na prefeitura por ter entrado na mira de operações policiais e por protagonizar recorrentes trocas de gestão. É simbólico, portanto, que Ferrari, que citou várias vezes a palavra “transparência”, queira começar o mandato com esse cartão de visitas, “atacando” o problema e prestando contas.
Aliás
A maior fatia do pacote de R$ 270 milhões está reservada para a revitalização da estação de tratamento (ETA) 2, localizada na Rua Bahia junto à sede do Samae. A estimativa é que sejam necessários R$ 200 milhões para ampliar a produção para 1,6 mil litros de água tratada por segundo, além de melhorias na estrutura operacional e a inclusão de tratamento do lodo.
O Samae já iniciou conversas com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para financiar a execução do projeto. Na última semana, o diretor da instituição, João Paulo Kleinübing, reuniu-se com a direção da autarquia. A proximidade do ex-prefeito com o atual núcleo de gestão pode agilizar as conversas.
Leia também
WEG passa a Vale e se torna terceira empresa mais valiosa do Brasil
Parque de Blumenau vai quadruplicar vagas de estacionamento
Economia já não é a maior dor de cabeça da indústria têxtil, diz Abit