A multinacional catarinense Tupy anunciou na última semana uma planta-piloto de reciclagem de baterias. O projeto vem sendo desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) desde 2021 e já recebeu investimentos de R$ 12,3 milhões. Deste valor, R$ 7 milhões foram aportados pela metalúrgica.

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A planta-piloto funcionará no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em São Paulo e será, segundo informou a companhia ao mercado, a primeira a utilizar uma tecnologia de hidrometalurgia flexível, capaz de processar, no mesmo lote, diferentes composições químicas das baterias existentes no mercado.

A hidrometalurgia, acrescentou a Tupy, é um processo que utiliza menos energia, possibilitando também maior reaproveitamento de materiais – incluindo o lítio, que não é restaurado nos processos tradicionais.

“Esta instalação permitirá avanços no ciclo de desenvolvimento, considerando os excelentes resultados obtidos em laboratório. Nesta primeira fase, a taxa de recuperação de metais raros superou 90%”, destacou a Tupy em comunicado ao mercado.

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A Tupy já havia anunciado a parceria com a USP em 2021, com investimento inicial de cerca de R$ 4 milhões. Grande parte dos processos de reciclagem de baterias são por piro metalurgia, em que a matéria-prima é incinerada. Além de consumir muita energia e gerar emissões de carbono, há grande perda na recuperação de materiais, principalmente do lítio.

A posição das maiores empresas de SC no ranking Valor 1000

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