A Azzas 2154, gigante da indústria da moda criada a partir da fusão entre Arezzo e Grupo Soma, decidiu tirar a Dzarm e outras três grifes – Alme, Simples e Reversa, linha feminina da Reserva – do mercado. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (9), a companhia informou que as marcas serão descontinuadas após a conclusão de uma revisão do portfólio, “com foco em melhorar a alocação de capital”.

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Segundo a empresa, uma avaliação detalhada, que contou com a ajuda de assessores externos, levou em consideração fatores como o potencial de crescimento, capital alocado, retorno sobre capital empregado e geração de caixa das marcas. A simplificação do portfólio busca aumentar o retorno aos acionistas.

Com foco no público jovem, a Dzarm por anos fez parte do portfólio da Cia. Hering, que comprou a grife da M.Officer em 1998. Neste meio tempo, a companhia blumenauense chegou a abrir lojas da marca. Em 2021, a Dzarm foi incorporada pelo Grupo Soma, que anunciou, à época, a compra da Hering.

A Azzas informou ainda que espera finalizar o processo de otimização do portfólio até o fim de fevereiro do ano que vem. Outras marcas do grupo, como BAW, Paris-Texas e TROC, também estão “sendo avaliadas”, considerando o estágio de maturidade de cada uma. Somadas, elas representam 3% do faturamento da companhia – cerca de R$ 411 milhões nos 12 meses encerrados em setembro.

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“Levando em consideração o estágio das marcas, o término desse processo deve gerar também um impacto positivo no capital empregado, principalmente no que diz respeito à redução de estoques”, explicou a companhia.

As marcas Brizza e Fábula passam a ser categorias de produto das marcas Arezzo e Farm, e as marcas Carol Bassi e Foxton serão transferidas para as unidades de negócio Vestuário Feminino e Vestuário Masculino, respectivamente. Segundo a Azzas, os movimentos de revisão de portfólio “são processos naturais na indústria de moda global e que mantém uma combinação única de marcas desejadas em vários segmentos de atuação”.

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