Sinônimo de luxo no passado, principalmente nas décadas de 1970 e 1980, uma marca de taças, copos e utensílios de cristais com DNA catarinense foi vendida em leilão na tarde desta quinta-feira (19) por uma bagatela. O nome “Cristal Blumenau”, que pertencia à empresa homônima que teve a falência decretada em 2022, foi arrematado por R$ 25 mil.
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A quantia representa menos de 3% do valor de avaliação da marca, determinada em perícia em R$ 980,8 mil. Mas, por já se tratar da terceira tentativa de alienação do bem – houve leilões sem propostas nos dias 19 de novembro e 4 de dezembro –, qualquer oferta, mesmo bem abaixo do valor de avaliação, seria aceita.
— É o que se tem visto historicamente em leilões de marcas, que não têm despertado muito interesse. Os empresários preferem investir no lançamento de uma marca nova do que atrelar a uma que já foi — avalia o leiloeiro Jorge Nogari, responsável pela condução do processo.
Fotos mostram como era a produção na Cristal Blumenau
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Houve dois lances na disputa: um de R$ 20 mil, que já havia sido registrado online logo depois da segunda tentativa de leilão, em 4 de dezembro, e outro de R$ 25 mil, que se sagrou vencedor. O comprador é uma empresa chamada Comercial Carioca, que comercializa cristais no Rio de Janeiro.
A coluna apurou que os compradores estão se mudando para Santa Catarina e pretendem retomar a marca, por meio de um e-commerce com produção própria ou private label.
O leilão da marca encerra o processo de alienação de bens da Cristal Blumenau. Há duas semanas, o terreno que abrigava a antiga fábrica, uma área de quase 7 mil metros quadrados na Rua 2 de Setembro, no bairro Itoupava Norte, foi vendido por R$ 5,4 milhões após uma disputa que envolveu oito interessados e 64 lances.
A venda dos bens deve beneficiar quase 500 ex-funcionários que ainda têm dívidas trabalhistas a receber, mas está longe de quitar todas as pendências da massa falida, que acumula débitos de R$ 182 milhões – a maior parte tributários.
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