Os números ainda não estão 100% fechados, mas o Grupo Koch, varejista do ramo de supermercados, encerrou 2024 com crescimento superior a 30%. A informação é do presidente da rede, José Koch, em conversa com a coluna na última quinta-feira (16). O faturamento, que em 2023 foi de R$ 8 bilhões, deve avançar para algo entre R$ 10 bilhões e R$ 10,5 bilhões.

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Foi um “ano memorável” para o grupo, nas palavras de José, em todos os aspectos. A empresa, que começou com uma banca na feira na Grande Florianópolis, completou 30 anos, com direito a lançamento de um livro que narra a trajetória da família de feirantes que construiu um império no varejo.

Na área comercial, o Koch bateu recorde de inaugurações: foram 17 novas lojas (12 do atacarejo Komprão e cinco da bandeira SuperKoch) abertas em Santa Catarina, com geração de 2,5 mil novos empregos e investimento de cerca de R$ 500 milhões. Nesta conta entram também reformas de unidades e um novo centro de distribuição em Governador Celso Ramos.

O grupo também passou a figurar no ranking das 10 maiores redes de supermercados do Brasil, conforme ranking anual da Abras, associação nacional do segmento. Foi uma grata surpresa, já que o planejamento inicial da empresa era atingir esse patamar apenas em 2028. Em dezembro, a rede faturou R$ 1 bilhão em um único mês pela primeira vez.

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Quais as maiores redes de supermercados de SC, segundo ranking da Abras

— Uma das frases que mais falei no fim de ano é que existem presentes que não cabem embaixo da árvore — diz José, ao fazer uma retrospectiva de 2024.

Com a acelerada expansão no último ano, o grupo chegou à marca de 80 lojas, todas elas em Santa Catarina. Ao contrário de alguns de seus principais concorrentes, que abriram as asas e começaram a se estabelecer em outros estados, o Koch ainda não pensa em atravessar divisas, embora não descarte a possibilidade no futuro.

— O planejamento é ficar dentro do Estado. Estamos em uma região pequena. Tem espaço para crescer — considera.

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Para 2025, a ideia é continuar com o pé no acelerador. No radar, estão de oito a 12 novas lojas – o executivo admite que, em termos de inaugurações, 2024 foi “fora da curva”. O grupo tem estoque de terrenos disponíveis para a expansão. Cidades contempladas e prazos dependem das aprovações dos projetos. Mais do que volume, o executivo prega um “crescimento perene” e sem “espanar” a equipe.

No atual ritmo, a centésima loja deve vir em 2026, projeta José. A meta, no entanto, pode ser antecipada em caso de algum movimento de M&A (fusões e aquisições), algo que não é descartado pelo grupo.

— Mas depende de oportunidade — diz o executivo, para quem não há “muita coisa disponível” no mercado catarinense.

Concentrado no atacarejo nos últimos anos, o novo ciclo de crescimento deve ter um equilíbrio maior entre as bandeiras Komprão e SuperKoch. Para José, ambos os modelos são promissores. Enquanto o primeiro foca em preço e volume, o segundo aposta na experiência de compra.

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O executivo também acredita que, no futuro, as lojas tendem a ser menores e com mais tecnologia, com ofertas personalizadas com base em hábitos de consumo da freguesia e predomínio do autoatendimento em todos os setores – do caixa ao açougue, passando pela padaria. Essa é uma tendência que deve ser impulsionada, inclusive, pela fala de mão de obra.

— O cliente também não quer mais andar em lojas muito grandes.

Quanto as principais redes de supermercados de SC investiram em 2024

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