A Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart) assinou nesta semana o contrato de concessão da rodoviária de Blumenau e, embora ainda sequer tenha assumido a gestão do terminal, já vislumbra novas oportunidades de negócios na cidade. O presidente do Conselho de Administração da empresa, Eduardo Portugal Pedreira, revelou à coluna que outros ativos estão no radar dos investidores.
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Um deles é o mercado público municipal, projetado desde 2007 para o local hoje ocupado pela feira livre municipal, mas que nunca saiu do papel – houve inclusive tentativa de concessão via licitação, mas não surgiram propostas. Em conversas preliminares com a prefeitura, a Sinart demonstrou interesse na estrutura. O assunto só não avançou porque a empresa aguardava o resultado da licitação da rodoviária.
— Não faria sentido ter um equipamento desses sem estar com a rodoviária. Então a gente segurou um pouco — diz Pedreira.
A coluna apurou que não se descarta a possibilidade de a prefeitura lançar um procedimento de manifestação de interesse (PMI), quando a gestão pública convida o mercado a elaborar estudos de viabilidade econômica de concessões. Algo semelhante foi feito com a própria rodoviária. O entrave, neste caso, é que o projeto arquitetônico do futuro mercado público foi definido em concurso público. Mudanças na proposta, portanto, possivelmente seriam mais delicadas.
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Este é um tema que ficará para o governo Egidio Ferrari (PL), mas que já tem certo encaminhamento. Marcelo Althoff, atual secretário de Parcerias e Concessões e que participou das conversas com a Sinart, já está confirmado como futuro secretário de Gestão Governamental – pasta que deve absorver as atribuições da secretaria de Parcerias e Concessões, que tende a ser extinta.
A empresa, por outro lado, não olha apenas para o mercado público. Além de administrar rodoviárias e aeroportos, a Sinart tem experiência no ramo hoteleiro. Segundo Pedreira, a exploração de estacionamentos e até mesmo de um edifício-garagem nos arredores da Vila Germânica estão em pauta. Tudo, porém, no seu tempo.
— Agora a gente inicia uma nova fase em 2025, para sentar e ver quais são os próximos projetos que possam fazer sentido, para gente conversar — pondera o executivo.
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