A Nathor, uma das principais fabricantes de bicicletas do Brasil, vai criar um circuito de pistas aberto aos praticantes e amantes do pedal em Blumenau. Serão quatro percursos asfaltados que, somados, totalizarão quase um quilômetro de extensão. Dois deles terão foco no público infantil, enquanto outro será usado para ensinar noções básicas de direção a ciclistas e motociclistas – como o ângulo correto para fazer curvas mais fechadas, por exemplo. O maior, em formato quase oval, vai circundar o parque fabril mantido pela companhia no bairro Itoupava Central.
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As pistas são um investimento social, diz o diretor Antonio Nicolas Vergos. A ideia é estimular mais gente a adotar o saudável hábito de pedalar, oferecendo uma estrutura própria e segura para isso. Detalhes técnicos, como o controle de acesso ao local e aspectos da legislação de trânsito envolvidos, ainda serão melhor estudados.
— Queremos dar algo em troca para a cidade — conta o executivo.
Um projeto mais ousado, e que neste caso depende da colaboração da prefeitura, é interligar o circuito ao Terminal Norte de ônibus, estrutura em construção a poucos metros de distância da fábrica.
A Nathor tem 360 funcionários e produz 1,1 milhão de bicicletas ao ano. O principal foco são os modelos voltados ao público infantil, mas a linha também tem magrelas para adultos. Todo o processo de pesquisa, desenvolvimento e produção é interno. Em 2018, o faturamento subiu dois dígitos, segundo Vergos. Além de fornecer para todo o país, a companhia também exporta para Mercosul e Europa.
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Parque fabril maior
As obras das pistas começam depois que a empresa concluir uma expansão de 10 mil metros quadrados da fábrica, projeto em andamento. Dois novos galpões – um administrativo e outro que servirá como estoque de componentes usados na produção das bicicletas – estarão prontos até julho. A Nathor não divulga o aporte feito na ampliação, mas adianta que parte da arquitetura terá elementos que remetam à cultura germânica, uma maneira de valorizar os costumes da região.
Aliás
A Nathor já tem protótipos prontos de bicicletas elétricas, com o chamado pedal assistido. O modelo não dispensa a necessidade de pedalar, mas o motor, com autonomia de até 125 quilômetros, deixa a bike “mais leve”, reduzindo o esforço do condutor. É uma alternativa que ajuda quem faz trajetos mais longos ou que incluem muitas subidas.
A fabricação em larga escala, no entanto, depende de questões de ordem tributária. Como esse modelo é considerado um ciclomotor, incide sobre a produção uma alíquota de 35% de IPI. A Nathor estuda montá-la na Zona Franca de Manaus, onde esse imposto é zerado. Neste caso, a alternativa seria encontrar um parceiro local ou montar uma operação na região.