No apagar das luzes do ano legislativo, os vereadores de Blumenau aprovaram na manhã desta terça-feira (17), em sessão extraordinária, um projeto de lei da Mesa Diretora da Casa que aumenta os salários do prefeito, vice-prefeita e secretários municipais para o futuro mandato, que se inicia em 1º de janeiro. Foi uma votação relâmpago. O texto foi protocolado, passou pelas comissões e foi votado em um intervalo de pouco mais de duas horas.

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O projeto fixa em R$ 34 mil o salário mensal do prefeito entre 2025 e 2028, um aumento na casa dos 7% em relação ao atual subsídio para a função – R$ 31,8 mil. O reajuste, no entanto, será maior para a vice e os secretários. A cadeira número dois do Executivo e os titulares das pastas passarão a ganhar R$ 25,5 mil. Hoje a vice recebe R$ 15,9 mil e os secretários, R$ 15,6 mil. Os aumentos, nestes casos, ficam próximos a 60%. Todos os valores citados são brutos.

O texto foi aprovado com novo votos favoráveis e quatro contrários – Diego Nasato (Novo), Emanmuel Tuca Santos (Novo), Carlos Wagner, o Alemão (PSD) e Professor Gilson (União). A vereadora Silmara Miguel (PSD) não estava na sessão e o presidente da Casa, Almir Vieira (PP), só votaria em caso de empate.

Na mesma sessão, os vereadores também rejeitaram uma emenda ao projeto proposta por Tuca. O vereador sugeria que o salário da vice-prefeita fosse de R$ 17 mil – metade do subsídio do prefeito, e não de R$ 25,5 mil.

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Opinião

Não deveria haver problema, dentro de um saudável ambiente democrático, em se discutir aumentos salariais para funções dentro da prefeitura. Para qualificar a gestão pública, é preciso, entre outras medidas, oferecer subsídios pelo menos compatíveis com os da iniciativa privada, principalmente em cargos de chefia, como as secretarias.

Os atuais vencimentos de titulares das pastas são, em média, menores do que os pagos em diversos cargos de gerência de grandes empresas. A gestão pública também coloca o profissional em um nível de exposição particular muito maior – isso é colocado na balança e quase sempre pesa mais na decisão por rejeitar convites para funções de governo.

Por saber que o assunto é sensível, já que aumento de salários para uma categoria vista pela sociedade como detentora de muitos privilégios costuma cair mal na opinião pública, a saída da classe política tem sido votações às pressas, sem a devida transparência, para mitigar o desgaste.

Não foi a primeira e nem será a última vez que se recorrerá a esse tipo de expediente, às vésperas de férias coletivas, para se aprovar aumentos salariais. A classe política costuma, nestes casos, precificar a repercussão negativa e apanhar calada apostando no rápido esquecimento.

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