O processo de certificação participativa para uso e conservação da floresta no sistema itinerante, desenvolvido pela Associação Valor da Roça, de Biguaçu, é um dos vencedores do Prêmio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais. A premiação foi entregue ontem em cerimônia realizada em Brasília.
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O projeto conta com apoio da prefeitura de Biguaçu, através da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Famabi) e da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Aquicultura, além da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).
Das 63 práticas submetidas à comissão julgadora, a biguaçuense obteve o sétimo lugar. Como prêmio, receberá R$ 50 mil. A comunidade rural desenvolve há gerações um sistema de cultivo caracterizado por períodos de alternância entre lavouras anuais e a floresta nativa, sem revolvimento do solo e com um manejo especial. Nesse sistema, eles plantam principalmente mandioca, banana, feijão e milho, sem uso de agroquímicos.
A prática tem permitido a manutenção da floresta, da paisagem e a conservação da biodiversidade, evitando a conversão definitiva da terra para uso diverso, como por exemplo, formação de pastagem ou plantio de florestas exóticas. Exemplo digno de ser seguido. Parabéns.
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