A Copa América acabou pra Seleção Brasileira e a realidade é que desde 1990 não havia uma crise tão grave com o time da camisa amarela. Era uma época em que Sebastião Lazaroni, um técnico no máximo de clubes, era o treinador, e a camisa 10 da amarelinha era usada por Valdo, um talentoso meia catarinense que na realidade não tinha expressão mundial para carregar tamanho peso e representatividade. Mais ou menos como Rodrygo, o 10 atual.

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Uruguai vence nos pênaltis e Brasil está eliminado da Copa América 2024

O que separa a Seleção Brasileira dos principais rivais na Copa América

E o Brasil de Lazaroni foi eliminado nas oitavas de final da Copa da Itália pela Argentina de Maradona e Caniggia. Antes disso, talvez a crise anterior tenha sido a bagunça da Seleção da Copa da Inglaterra, em 1966. Hoje a Seleção não consegue fazer gol na Costa Rica e leva “olé” da Colômbia.  

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Seleção Brasileira ficou pequena diante da Colômbia

Crise atual da Seleção Brasileira não é da Copa América. Já tem 10 anos!

A crise atual tem seu ponto de partida nos 7×1 de 2014 (que faz aniversário de 10 anos nesta segunda-feira, dia 8) e vem se agravando a cada competição, a cada técnico e a cada troca de geração. A Seleção atual é um grande vazio, sem referências e sem futebol. E com um bom técnico, Dorival Júnior, que está mostrando também que é ainda um técnico que não fez a transição completa de clubes para Seleção. E algumas decisões dele demonstram e comprovam isso.

Confira imagens de Brasil x Uruguai, pela Copa América 2024

Escolher João Gomes como titular do meio de campo da Seleção foi um erro. Manter o volante como titular durante toda a Copa América foi insistir no erro. João Gomes é muito bom, mas ainda é um jogador somente de marcação e intensidade, sem passe. Para clubes e em situações específicas ele ajuda muito, mas não dá pra ser titular absoluto da Seleção. E este é só um exemplo.

Vini Jr. finalmente assume o protagonismo que cabe a ele na Seleção Brasileira

Ronaldinho e a “brincadeira” de mau gosto com a Seleção Brasileira

As atuações da Seleção Brasileira na Copa América foram muito ruins. Tirando o primeiro tempo contra o fraco Paraguai, que conseguiu perder para a Costa Rica, o desempenho foi de um time igualmente fraco, principalmente no meio de campo e nas laterais. Foram três empates e apenas uma vitória de um time sem passe, sem criatividade e sem soluções.

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Dorival Júnior não esteve bem na partida contra o Uruguai. A cena que viralizou, com ele tentando falar com os jogadores na rodinha antes dos pênaltis, os 20 minutos com um homem a mais em campo, e as explicações que o time se perdeu após isso também pesam contra ele. As ações que tinham que vir do banco de reservas demoraram e em campo a Seleção não criou sequer uma jogada de perigo, mesmo com esta vantagem de um homem a mais.

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As conclusões sobre mais uma derrota da Seleção Brasileira são bastante alarmantes. A crise de técnicos é gravíssima. Não temos uma referência para comando técnico da Seleção, como em outros tempos tivemos Telê Santana, Parreira e Zagallo; temos uma geração sem grandes craques mundiais, mesmo que existam jogadores brasileiros talentosos e nos melhores times do mundo; e o comando da CBF está absolutamente perdido na condução da Seleção. A crise vai persistir porque não há milagre no futebol que possa resolver tudo isso.