O Figueirense anunciou oficialmente nesta segunda-feira o técnico Thiago Carvalho para a temporada 2025. Imediatamente a pergunta que todos se fazem é: quem é, afinal de contas, este profissional que terá a missão de carregar, de conduzir o sonho do torcedor alvinegro de voltar à Série B do Brasileiro?

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Novo técnico do Figueirense é anunciado oficialmente

As referências práticas sobre o novo técnico, o próprio Figueirense já passou ao anunciar o novo profissional em postagens nas suas redes sociais. Em quais clubes ele trabalhou e as conquistas que já teve todos já sabem. Mas além disso, como ele é no trabalho diário e como o Figueirense deve jogar sob o comando de Thiago Carvalho? São respostas que fui tentar buscar com outros profissionais que trabalharam com ele ou que acompanharam o que ele fez nos em times como o Ypiranga e o Caxias, por exemplo.

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A primeira característica que ouvi descreve um técnico muito exigente, que cobra muito dos jogadores, da sua própria comissão, e, principalmente, condições de trabalho do clube: “É um cara com perfil de time grande e que exige condições de time grande”. Thiago Carvalho é detalhista e exige até na logística para condições adequadas de viagem para jogos.

Outra questão relatada é que gosta de trabalhar com, no mínimo, dois jogadores por posição. Que cobrava isso até no Ypiranga, com orçamento reduzido. O clube gaúcho tinha um orçamento menor que o Figueirense nesta temporada, gastando R$ 400 mil de folha mensal no futebol, contra os R$ 600 mil gastos pelo Figueirense. Mesmo assim levou o Ypiranga pra segunda fase da Série C.

Fotos: as passagens do novo técnico do Figueirense no Vila Nova e no Ypiranga

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No Caxias a passagem em 2023 foi muito marcante. “Pegou um time sem grande investimento e foi vice-campeão gaúcho, eliminando o Inter na semifinal. Time dele tenta sempre propor o jogo dentro e fora de casa. Técnico jovem e com boas ideias. Foi muito bem aqui no Caxias”, foi como descreveu um repórter que cobre o futebol de Caxias e Juventude no dia a dia.

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Numa comparação com técnicos recentes do Figueirense, também jovens, como João Burse, de 41 anos, ou Júnior Rocha, de 43, a referência, dada por um executivo de futebol, foi o técnico de 2022, que por pouco na levou o clube de volta à Série B. “Está mais para Júnior Rocha do que para João Burse, que parece viver ainda do acesso com o Vitória. O Figueirense deve ter com Thiago Carvalho, um time agressivo, organizado e intenso”. É aguardar pra ver. As referências devem animar o torcedor.

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Mas a grande questão, preocupação, deve ser mesmo em aspectos como pressão e a cobrança, que são situações que, por mais inteligente e trabalhador que seja o técnico ou qualquer outro profissional, somente a experiência e o tempo vai ensinar a lidar. É o sinal de alerta que acende quando o Figueirense, que vai para o quinto ano de Série C, que tem uma torcida que não aguenta mais levar pancada, contrata um comandante de 36 anos – que por exemplo é mais jovem que o camisa 10 do time.  

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