Paulo Prisco Paraíso, do Figueirense, esteve no Debate Diário desta segunda-feira e deu os esclarecimentos que faltavam ao torcedor desde o final das Assembleias de Credores da Recuperação Judicial, em outubro do ano passado. Ao lado do presidente do Figueirense, José Tadeu da Cruz, o presidente do Conselho de Administração da SAF Figueirense respondeu sobre muitas dúvidas que ainda existiam no processo de reestruturação do clube e da parceria com a CLAVE.

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“A Clave fez uma operação financeira com o Figueirense, que vem sendo cumprida rigorosamente. Acho que o ano de 2025 vai consolidar a nossa operação. Se vai ser em 2025 que a Clave entra como sócia ou se nós vamos ao mercado para ter um parceiro para a operação da SAF, do futebol especificamente, eu não posso garantir. Tem que dar tempo ao tempo.

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A Clave acreditou no Figueirense. Com a dívida, corrigida, superior a R$ 230 milhões, não é qualquer um que diz que vai botar R$ 70 milhões no negócio se não entender que haverá correspondência de seriedade do outro lado. Estamos muito confortáveis com a Clave.”

Prisco ainda rebateu a perspectiva de que a SAF do Figueirense poderia estar sendo negociada por um preço “muito barato”. E, de certa forma, cutucou o empresariado local pela falta de parceiros em Florianópolis e Santa Catarina, ressaltando a única porta que se abriu para ajudar o Figueira nos cinco anos dos reestruturação e severas dificuldades:

“Único empresário local que quis correr o risco de aportar dinheiro no Figueirense foi o Dr. José Carlos da Silva (ex-presidente do Figueirense nos anos 1990). Nenhum outro empresário aportou recurso no Figueirense. Tivemos que sair de Santa Catarina para buscar um parceiro que acreditasse no Figueirense. Pelo tamanho da dívida, foi um risco de crédito muito bem calculado pela Clave.

Paulo Prisco Paraíso, presidente da SAF Figueirense, esteve no Debate Diário da CBN Floripa (Foto: reprodução)

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A Clave teve uma movimentação societária muito importante. Entrou um player internacional, um dos maiores bancos da América do Sul. Isso não interfere em nada a operação do Figueirense com a Clave, mas vai facilitar, e muito, uma operação da Clave com o mercado á médio prazo.”

Novidades e projetos futebol para o Orlando Scarpelli e para o terreno ao lado

Durante a entrevista, o presidente da SAF Figueirense revelou as bases de um projeto imobiliário futuro, que envolve o estádio Orlando Scarpelli e o terreno do antigo ginásio Carlos Alberto Campos, que fica ao lado. Pelo teor e os detalhes das declarações é algo que parece já estar no papel e pronto para ser desenvolvido assim que o clube tiver dado passos significativos dentro e fora de campo.

“Se for feito um retrofit, mudar o eixo do campo, que é de 30 mil metros quadrados, a gente faz um estádio pra 25 mil pessoas em 20 mil metros quadrados. Sobra 10 mil metros no portão da Rua Santa Catarina.

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Quatro torres, dois residenciais e dois comerciais, é a ideia. No meio, a rua Norton Flores Boppré que vai se transformar no Boulevard Norton Flores Boppré.

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O Figueirense tem dois imóveis, o terreno do Orlando Scarpelli com 30 mil metros quadrados e o terreno do Ginásio com 10 mil metros. No meio dos dois terrenos tem a Rua Norton Flores Boppré, que a nossa ideia é transformar num boulevard. Depois é dar asas a imaginação, fazer uma passarela… temos o compromisso com o munícipio de Florianópolis de fazer do entorno do Scarpelli e em parte do Scarpelli um processo de revitalização do lado continental da cidade.”

O futebol do Figueirense em 2025

Ao falar do futebol, a confiança já era outra em relação aos anos anteriores. A mudança no discurso que vem sendo verificada nas manifestações do executivo da SAF esteve também refletida na entrevista de Paulo Prisco Paraíso no Debate Diário. Perguntei se esse ano o Figueirense ia subir e a resposta foi bastante afirmativa e teve a segurança que faltou em outros momentos.

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“Estamos trabalhando seriamente com essa perspectiva. Com a dívida equacionada, com o fluxo financeiro equilibrado, acho que o Figueirense vai pra Série C pra disputar, pra ano que vem estar jogando a B. O Figueirense vai voltar a ser o maior clube do futebol de Santa Catarina e vai ter um lugar de destaque no futebol brasileiro.”

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Figueirense e a ambição que faltava

Confira o Debate Diário desta segunda com os presidentes do Figueirense: