É simples! O árbitro poderia ter parado o jogo entre Flamengo e Criciúma por causa da segunda bola em campo, antes do pênalti? Poderia. É claro que poderia! Questão de bom senso. Mas também poderia não parar o jogo, como fez. Teria que julgar rapidamente – como tudo numa partida de futebol – o quanto aquela segunda bola no campo de jogo interferia na disputa, ou não, e parar, ou não, a partida.

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A segunda pergunta é: Barreto poderia chutar a segunda bola em campo na bola do jogo para impedir a jogada de Everton Cebolinha do Flamengo? Não, não poderia! A regra prevê falta nesta situação e dentro da área de defesa isto vira pênalti. A resposta é bem direta. E Barreto deveria saber disso. Deveria ter o conhecimento pleno da regra do esporte que ele pratica profissionalmente, que é a profissão dele.

Veja fotos do jogo entre Flamengo x Criciúma:

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Barreto deu o pênalti ao Flamengo e a chance da vitória, que não era merecida. E tirou do Tigre o ponto suado que traria de Brasília, em mais uma atuação bastante correta e competitiva do time de Claudio Tencati. São os vacilos (Fluminense, Corinthians e Flamengo) que têm custado pontos ao Criciúma.

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Todo atleta profissional de futebol sabe, por exemplo, que se colocar deliberadamente a mão na bola dentro da grande área de defesa está cometendo um pênalti. Barreto colocaria a mão na bola para impedir o ataque do Flamengo e ofereceria o pênalti? Certamente não o faria. Mas por que chutou a segunda bola deliberadamente? Ele disse que foi por instinto. Mas não foi. Fez por desconhecimento pleno da regra do jogo. Não é aceitável.

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E não se trata de uma condenação. Barreto faz uma bela temporada com a camisa do Criciúma e é muito importante no time de Claudio Tencati. Vai continuar sendo. É, na verdade, uma cobrança, que sempre tem que existir. Há muito em jogo num Brasileirão, o Criciúma compete contra os grandes e poderosos com muito esforço, orgulhando o seu torcedor, e os jogadores são muito bem pagos e precisam ser profissionais ao extremo. E isso inclui saber os detalhes da regra do jogo que praticam não como hobby e sim como profissão.

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