Ainda há alguma insegurança entre os conselheiros do Figueirense em relação ao contrato do clube com a CLAVE, o dinheiro que vai entrar, e as garantias deste contrato. Nada mais natural para um clube que já deu muitos passos errados nos últimos 14 anos (desde 2010).

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Manutenção de Eduardo Freeland no Avaí é a aprovação do erro

Ao mesmo tempo, há também uma noção de que o Figueirense não tem muito poder de escolha. Foi o que ouvi de alguns conselheiros após a reunião da última terça-feira, que serviu para apresentar detalhes do contrato.

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As bases do contrato estão claras. A CLAVE vai investir mais R$ 60 milhões no Figueirense, que vão ser utilizados para pagamentos da Recuperação Judicial e para o futebol.

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Cabe ao Figueirense garantir a homologação da Recuperação Judicial, que ainda está em aberto; a transferência do estádio Orlando Scarpelli para a SAF Figueirense, que já foi realizada; e a transferência da posse do terreno do ginásio Carlos Alberto Campos para a SAF Figueirense igualmente, que é algo também ainda em aberto.

Os CINCO anos da CLAVE e os reflexos para o Figueirense

É preciso registrar que tanto o estádio, quanto o terreno, já estão como garantias no negócio Figueirense/CLAVE. E aí que entra uma informação que foi a grande novidade na reunião de terça e que surpreendeu os conselheiros: a CLAVE tem cinco anos para decidir se vai virar “dona” da SAF Figueirense.

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De imediato os conselheiros questionaram sobre a possibilidade da CLAVE “largar” o negócio. “Se a CLAVE não quiser virar dona da SAF, como ficam o estádio e o terreno?”  Essa questão seguiu aberta, apesar da informação de que existe uma multa para a desistência do negócio, tanto do Figueirense, quanto da CLAVE. Os conselheiros aguardam a presença da CLAVE para uma nova reunião que deve ser marcada para o final deste mês. “A CLAVE precisa passar segurança pra nós”.

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Sobre os cinco anos, a resposta e explicação que obtive diz que “é mesmo um item polêmico, mas o investimento será do clube (as decisões sobre o que fazer com o dinheiro) e a CLAVE será, neste período, apenas investidora. Caso não dê certo, terá de pagar uma multa mas será credora do Figueirense em tudo que já pagou e investiu nesses anos. Na verdade, a CLAVE não tem risco nenhum. Todo risco é do clube!”

Durante a reunião do Conselho Deliberativo do Figueirense na última terça-feira não houve a presença de nenhum representante da CLAVE. As apresentações foram feitas pelo presidente do Conselho, Antônio Miranda, e pela SAF, representada por José Carlos Lages. O presidente da SAF, Paulo Prisco Paraíso tinha um compromisso familiar e não esteve presente.

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Juridicamente, ainda houve um alerta sobre pontos do contrato que precisam ser corrigidos para que o Figueirense possa estar mais protegido e para dar solidez ao acordo. As correções vão ser feitas até a próxima reunião do Conselho, que deve servir também como Assembleia Geral para votação da transferência do terreno para a SAF Figueirense. É necessária maioria absoluta para aprovação desta questão.   

No futebol, a informação mais importante foi que o Figueirense vai ter R$ 25 milhões para investir no futebol, que podem ser distribuídos como a SAF do Figueirense decidir pelos próximos cinco anos.