O assunto do momento no Figueirense é a Recuperação Judicial. Em entrevistas recentes, interlocutores de peso no clube e respaldo junto à torcida alvinegra foram claros em avisar o que a RJ representa. Foi assim na entrevista de Paulo Prisco Paraíso, recentemente no Debate Diário da CBN Floripa, e foi assim na coletiva desta semana do executivo de futebol Marco Aurélio Cunha.

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Figueirense tem esperanças renovadas com Recuperação Judicial, mas realidade é pra 2025

Mas afinal, o que o Figueirense espera ter com a Recuperação Judicial?

Em primeiro lugar, a Recuperação Judicial junta todas as dívidas que o Figueirense tem com ex-funcionários, empresários de atletas, outros clubes com os quais o Figueirense tem valores em aberto, fornecedores, custas de advogados, prestadores de serviços e pessoas físicas ou jurídicas que fizeram empréstimos ao clube.

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Essas dívidas ficam organizadas em valores, prazos e formas de pagamento. Pelo que apurei esta semana, credores com dívidas de valores mais baixos recebem à vista o pagamento, com o deságio acordado em cada um dos casos. Outros credores com valores maiores a receber vão ser pagos em um, dois, cinco ou até 10 anos.

Mas a grande questão é o deságio (desconto que os credores vão aceitar dentro do Plano de Recuperação Judicial). O Figueirense tem uma dívida atual, juntando todas os valores (inclusive dívidas fiscais, que não entram na Recuperação Judicial), que ultrapassam R$ 200 milhões.

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Os deságios podem ser de 70% e até 90% e são particulares para cada um dos casos. Com esse desconto da RJ, o Figueirense espera reduzir sua dívida global para valores que giram em torno de R$ 75 milhões.

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O Figueirense fez durante todo esse período – entre janeiro, quando deu entrada no pedido de Recuperação Judicial, e este último mês, quando teve garantia para marcar a Assembleia de Credores – tentativas de acertos para se cercar de garantias de que chega com aprovação de 50% +1 da totalidade de credores. Internamente, os dirigentes estão confiantes na aprovação do Plano de Recuperação Judicial na Assembleia da próxima quarta-feira.

Após isso, ainda vai faltar a homologação da própria Justiça Catarinense para que a Recuperação Judicial do Figueirense entre em vigor.