Ainda é difícil falar de forma concreta sobre o futuro do Figueirense após a aprovação da Recuperação Judicial.

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Em campo, a temporada acabou, com a eliminação na primeira fase da Copa Santa Catarina. Fora de campo, o clube obteve a vitória que esperava, com a aprovação da RJ nas Assembleias de Credores.

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O que dizem os presidentes e o investidor sobre a aprovação da Recuperação Judicial

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RJ do Figueirense Associação é aprovado; confira os próximos passos

Mas ainda não está claro para o torcedor quais serão os próximos passos do clube após a Recuperação Judicial do Figueirense ter sido aprovada. Essa dúvida reflete duas mensagens que foram mandadas após a aprovação e a vitória na Justiça de sexta-feira.

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A primeira mensagem foi do investidor, o gestor da CLAVE, Eduardo Médicis. Quando respondeu minha provocação por uma declaração após aprovação da Recuperação Judicial do Figueirense, Médicis, colocou na sua fala que “todos os ritos precisam ser cumpridos para a realização da operação completa”. Estava se referindo à homologação na Justiça, que é uma etapa ainda não cumprida, e possivelmente à transferência da propriedade do terreno do ginásio Carlos Alberto Campos para a SAF Figueirense – estes itens fazem parte do acordo entre Figueirense e CLAVE.

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Por outro lado, o presidente José Tadeu da Cruz falou à CBN Floripa antes do jogo de sábado e em certo momento na resposta deixou transparecer a possibilidade de que exista um outro investidor.

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“A gente tem uma parceria, numa operação com a CLAVE, que é um fundo de investimento, que já aportou cerca de R$ 12, 13 milhões no clube pra gente poder ficar ativo até o momento. A partir da aprovação da Recuperação Judicial do Figueirense e sua efetiva homologação pelo juiz, aí sim a gente vai ter uma emissão de debêntures, que vão ser convertidas em ações da SAF, onde a futura parceira, que pode ser a CLAVE e que pode ser outra – hoje é a CLAVE que está no jogo – que vai deter 90% da Operação do Figueirense ou 90% da SAF do Figueirense, que hoje é 100% do clube.”

Essa fala deixa em aberto a possibilidade de haver um outro investidor, que não a CLAVE. Por isso que ainda é preciso ter calma para analisar e entender os próximos passos do Figueirense. Inclusive, tudo que ouvimos pós-aprovação da Recuperação Judicial coloca em xeque as declarações do executivo do clube, Enrico Ambrogini, há três semanas, quando ele falou firme sobre possibilidade de falência do clube, explicou o empréstimo ponte e projetou o Figueirense para 2025.