É só olhar para as tabelas nas quatro divisões do futebol brasileiro para perceber como o futebol catarinense tem sido cada vez mais coadjuvante. A pancada do final de semana veio na Série D, em que três catarinense, Hercílio Luz, Concórdia e Barra, foram varridos na primeira fase num grupo de oito times, com quatro vagas para a segunda etapa da competição. Todos eliminados.

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Pênalti do Criciúma contra o Flamengo fica no limite entre o bom senso e o desconhecimento da regra

Uma rápida olhada na Série C é suficiente para perceber a dificuldade que o único time do estado, o Figueirense, tem para tentar ficar entre oito que seguem para a segunda fase de um total de 20 equipes na Terceirona brasileira.

Confira imagens dos times do futebol catarinense nas divisões do Brasileiro 2024

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Na Série B são três catarinenses. Dois deles travam a inglória luta contra o rebaixamento. Brusque e Chapecoense vão seguir este caminho durante toda a competição. A briga contra o rebaixamento é uma realidade que acaba com o sonho de qualquer torcedor. Já o Avaí parecia estar bem na luta da parte de cima da tabela. Já são seis rodadas sem vencer e houve uma descida até o meio de tabela. O time de Gilmar Dal Pozzo tem potencial para buscar o acesso, mas está oscilando dentro das suas próprias dificuldades no jogo a jogo.

E na Série A está o “projeto” mais bem definido do futebol catarinense, que é o Criciúma. Com grande estrutura, boa receita, contas em ordem e em dia, o Tigre é muito forte no cenário local – atual bicampeão catarinense. Acontece que toda essa estrutura e receita não são suficientes para escalar a tabela do Brasileirão e bater de frente contra os endinheirados e poderosos. O Tigre luta contra o rebaixamento e é normal que seja assim.

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O Top 10 da tabela do Brasileirão é composto nesta segunda-feira por seis Safs/clube-empresa (Botafogo, Fortaleza, Bahia, Cruzeiro, Bragantino e Atlético-MG) e por quatro “endinheirados” (Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Athletico-PR). Cada vez mais vai ser difícil concorrer com este grupo, que reúne o PIB do futebol brasileiro atual.

Figueirense reaparece organizado e competitivo, mas resultado escapa e dificulta mais a classificação

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Mas não deve haver espaço para “coitadismo”. Os clubes do estado precisam trabalhar para crescer. Competir em campo e fora dele. Buscar investimentos. Se organizar internamente. Trabalhar com longo prazo. O terreno perdido nos últimos anos já foi perdido. Está consolidado agora. O que precisa ser feito é parar o distanciamento e buscar soluções para se reaproximar e inserir novamente o futebol catarinense numa rota de desenvolvimento.