Ufa! O ano está acabando. 2024 não vai deixar boas lembranças para o torcedor do futebol catarinense. Pelo menos o torcedor do futebol. Foram dois rebaixamentos, um terceiro por pouco não ocorreu, e muitos fracassos. A realidade está clara: o futebol catarinense ficou para trás e precisa acordar para voltar a ganhar espaço.

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O rebaixamento do Criciúma foi o fechamento que combinou para um ano desastroso dos times do estado no cenário nacional. O futebol catarinense já tinha visto o Brusque cair da Série B para a Série C; já havia acompanhado a agonia da Chapecoense, que pelo terceiro ano seguido lutou para não ser rebaixada para a terceira divisão nacional; viu a ineficiência do Avaí, que conseguiu sair da briga do acesso na Série B, mesmo depois de liderar a competição; e o Figueirense passou a Série C com Transfer Ban e comemorou o fato de não ficar ameaçado pelo rebaixamento à Série D, como em 2023.

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Fora tudo isso, os três catarinenses da Série D não passaram da primeira fase. E o ano ainda terminou com o Conselho Técnico do Catarinense 2025 tendo que ser repetido porque os clubes conseguiram escolher uma fórmula ruim, que trouxe arrependimentos rápidos e resultou num remendo para um formato “menos pior” de Estadual.

Falta dinheiro, conhecimento ou ambição ao futebol catarinense?

A resposta é simples: falta dinheiro, mais conhecimento do “fazer futebol”, e ambição. A primeira justificativa de todos vai ser a falta de dinheiro. Mas é aquele ditado “cresça e apareça”, que vale em qualquer área. Falta dinheiro porque falta trabalho para fazer os investimentos virem pra cá. Não dá mais pra ficar esperando pela Cota de Televisão da respectiva divisão. Não dá mais pra “viver” de cota de TV.

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Os investimentos estão vindo para o futebol brasileiro, mas porque não desembarcam em Santa Catarina? E não é do Botafogo que se fala, mas de outros como Bragantino, Bahia, Coritiba, Portuguesa – clubes que sempre estiveram competindo na mesma faixa de disputa dos nossos catarinenses e conseguiram atrair investidores, com investimentos mais altos. Aqui em Santa Catarina parecem esperar um salvador, ou “que alguém me olhe e me veja”.

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E a ambição em campo tem que ser real. É claro que poucos vão vencer. No estadual, só um é campeão. Numa Série A, a dificuldade é gigantesca, numa Série B são apenas quatro que comemoram, assim como na Série C. Mas tem faltado ambição aos time do futebol catarinense e a justificativa é sempre a falta de dinheiro.

No Estadual, times como Avaí, Chapecoense, Criciúma e Figueirense têm que entrar pra ser “o campeão” – não podem aceitar menos. Numa Série B não dá pra ficar no cumprimento de tabela ou numa luta contra o fantasma da Série C. O discurso interno tem que ser forte em relação aos objetivos. Não pode haver aceitação. Neste ano que passou, a ambição esteve longe do Orlando Scarpelli, deu uma circulada na Ressacada, e foi corrida pra fora da Arena Condá.

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2024 deixa lições fortíssimas. O futebol catarinense apanhou, o torcedor chegou a ser torturado. 2025 chegou e vai exigir mudanças, de atitude e de mentalidade, vai exigir mais trabalho e mais entendimento do futebol atual. Quando até o Real Madrid começa a entender que o “negócio” futebol mudou e que precisa atrair investimentos para não ficar para trás, quem ficar sentado esperando vai ser atropelado.