Ficou praticamente insustentável a permanência do executivo de futebol do Avaí, Eduardo Freeland, após a reunião do Conselho Deliberativo, realizada na noite desta segunda-feira. Ele foi o principal alvo das cobranças, previsíveis pelos resultados ruins, no encontro que também teve a presença da direção, com o presidente Júlio Heerdt.

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Freeland considerou seu trabalho satisfatório na temporada 2024 do Avaí, mas foi muito cobrado e esteve exposto a situações embaraçosas e até constrangedores, com conselheiros que em alguns momentos riam das afirmativas dele e diziam “a gente não te quer mais aqui”.

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Ao mesmo tempo não conseguiu convencer nas justificativas sobre contratos longos de jogadores veteranos, como Vagner Love e Ronaldo Henrique, por exemplo. Sobre Love, Freeland disse que “o problema dele é físico”, como se isso não fosse algo previsível quando o Avaí quis contratar o jogador. Era só ter um olhar cuidadoso sobre a temporada 2023 de Love no Sport.

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A realidade é que Freeland teve totais condições de trabalho na temporada do Avaí, dadas pela gestão e pelos investimentos feitos. O resultado é pífio, com o time antecipadamente eliminado da disputa pelo acesso à Série A. Faltam quatro rodadas e o Leão está apenas cumprindo tabela. Os contratos longos e renovações beiram ao absurdo. Em qualquer empresa, um executivo com péssimos resultados seria demitido.

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Ao final da reunião, conselheiros assinaram um documento contra a continuidade do executivo de futebol do Avaí, Eduardo Freeland. Em cenário em que há muita pressão na diretoria que assumiu em 2022 e não tem resultados em campo, em que vem aí um ano eleitoral, em que Júlio Heerdt pode perder conselheiros aliados se sustentar ou bancar o executivo, dá pra afirmar que Freeland está por um fio no Avaí. É aguardar as próximas horas.

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