O Figueirense teve gastos compatíveis com a Série C em geral e teve todas as chances possíveis. E sucumbiu na primeira fase. Teve resultados paralelos favoráveis nas últimas rodadas, teve jogo em casa contra o lanterna já rebaixado na penúltima rodada, teve 11 contra 10 por 60 minutos, mais acréscimos, na última partida… só não teve capacidade de resolver os jogos e fazer por merecer realmente a classificação.

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Resultados ajudam, mas Figueirense perde e é eliminado da Série C

Faltou futebol, mas os gastos (ou investimentos) estiveram compatíveis com a competição e até mais alto que muitos concorrentes. O Figueirense gastava/investia no grupo de jogadores durante a competição cerca de R$ 600 mil/mensais. Os números foram revelados ainda antes do campeonato começar, em entrevista coletiva do executivo Marco Aurélio Cunha.

“A folha salarial está uns R$ 400 mil e para a Série C vamos tentar fazer uns R$ 600 mil. De repente o Médicis fala que vai colocar mais um pouco.”

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Técnico João Burse tem futuro definido no Figueirense

Pela apuração feita nos bastidores do Scarpelli, o valor gasto/investido no futebol, somente com os jogadores, é este mesmo.

Figueirense gastou mais que 4 finalistas

Nesta segunda-feira, após a definição dos oito finalistas, o levantamento feito, com jornalistas locais, com executivos e dirigentes de clubes, mostrou quanto gastam/investem os times que seguem na luta por uma vaga na Série B.

Figueirense eliminado termina a Série C humilhando sua torcida com derrota na última partida

Os números apontam que o Figueirense gastou mais que quatro equipes (Ferroviária, Londrina, Ypiranga e Volta Redonda), ficando atrás de outros quatro finalistas (Remo, São Bernardo, Athletic e Botafogo-PB). Estes últimos clubes listados têm folha com atletas na casa do milhão ou perto disso. Os outros quatro anteriores custam menos do que o Figueirense da Série C custava.

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Confira os números apurados

Remo – folha com atletas fica entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão.

São Bernardo – o paulista tem gastos/investimentos de R$ 1 milhão mensais.

Athletic – O clube mineiro, que é clube-empresa, trabalhava já no estadual de Minas Gerais com orçamento de R$ 700 mil para a folha do futebol e a projeção para Série C era entre R$900 mil e R$ 1 milhão. É o executado.

Botafogo-PB – o líder da fase de classificação é um dos que mais gasta/investe, com folha em torno de R$ 700 mil/mensais já com os novos contratados, como Vinicius Leite e Henrique Dourado.

Ferroviária – mais um paulista na lista final da Série C, a Ferroviária tem números de R$ 520 mil já com os últimos contratados.

Londrina – O clube do Paraná tem um gasto/investimento mensal na casa dos R$ 500.

Ypiranga – O Ypiranga tem números que alcançam R$ 430 mil mensais, já incluída a contratação do meia Jean Pyerre, que chegou na última semana.

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Volta Redonda – O clube do sul do Rio de Janeiro já cravava “acho que é a menor folha disparado dos finalistas” – foi o que disse o vice-presidente Flávio Horta Jr. A folha atual do Voltaço é realmente a menor, com custo/investimentos de R$ 360 mil.

Os números gerais demonstram como, apesar das amarras alegadas pelo próprio Figueirense, como Recuperação Judicial e Transfer Ban, dava pra fazer melhor. É aquela história: quem tem pouco dinheiro, tem que saber bem como gastar. E pelos números, o Figueirense não tinha tão pouco dinheiro assim, mas não gastou/investiu tão bem como poderia ou como alguns concorrentes fizeram.