No sábado, a resposta da direção do Brusque sobre os gritos de “vai fazer uma apostinha, Manga” contra o atacante Alef Manga, do Avaí, foi “primeiro vou verificar os fatos para depois tomar providências”. Eu mesmo mandei o questionamento ao sempre solícito presidente do Brusque, Danilo Rezini, que prontamente respondeu.
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Alef Manga é provocado durante jogo entre Brusque e Avaí
Acontece que até agora não houve nenhum posicionamento oficial do clube, nem por nota em redes sociais, nem algum esclarecimento efetivo, sobre quem foi o responsável pelos gritos.
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Há alguns agravantes neste caso. O primeiro deles é que o Brusque cumpria punição de portões fechados por causa da semifinal em Joinville contra o mesmo Avaí, no ano passado. Estavam ou poderiam estar na arquibancada apenas dirigentes dos dois clubes. Portanto os gritos vieram de dirigentes do Brusque presentes ao jogo.
Atacante Alef Manga esteve em Ação em Brsuque 0 x 0 Avaí
Outro agravante é o passado recente do Brusque e confusão causada por presidente do Conselho Deliberativo, na Série B de 2021, com gritos racistas contra Celsinho, jogador do Londrina. O Quadricolor foi punido naquela temporada pelo STJD.
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Os gritos de torcedores contra Manga certamente vão ocorrer nos estádios catarinenses durante o Estadual. O atacante do Avaí vai ter que saber lidar com isso. Torcedor pegar no pé de jogador adversário é corriqueiro. O que não pode ocorrer é dirigente, em jogo de portões fechados, achar que pode fazer o que quiser como se fosse um mero torcedor. Não cabe esse tipo de comportamento.
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Até a tarde desta segunda, nem mesmo o Avaí – que emitiu com toda a razão uma nota de repúdio pelo fato – havia recebido um posicionamento oficial do Brusque ou algum pedido de desculpas.
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Acima de tudo, os dirigentes precisam respeitar as instituições e o próprio campeonato. E respeito foi tudo que não houve neste fato. Os gritos contra Manga atingem não só ao jogador, mas ao Avaí como instituição e o campeonato também.