Bebês matriculados em Centros de Educação Infantil (CEI) públicos de Blumenau estão tendo acesso a um mimo: banho de ofurô no horário da creche. A prática inclui água aquecida, pétalas de rosas, camomila, velas, decoração e música ambiente. Proposta por uma professora, a iniciativa foi apresentada em uma live da Secretaria de Educação na semana passada e vem ganhando adeptos na rede de ensino.
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Mas o ofurô, neste caso, tem objetivos que vão além do relaxamento. A ideia é proporcionar à criança vivências diferentes daquelas que tem em casa. É um momento de atenção individual, afeto e calma, para quando o bebê está inquieto, sentindo a falta dos pais, por exemplo. Quem propôs a atividade em Blumenau, no início de maio, foi a professora Maiara Regina Zanella, do CEI Robert Barth, na Itoupavazinha.
O ofurô também serve para provocar as famílias a estimular os filhos com experiências sensoriais diferentes no cotidiano, explica Mônica Letícia Deschamps, diretora de Educação Infantil na Secretaria de Educação do município. No CEI Edgar Sasse, na Fortaleza Alta, a prática incluiu músicas indígenas — a unidade está trabalhando este ano com a cultura dos povos originários catarinenses.
— A gente não faz só porque é legal. O bebê está experimentando o mundo e quanto mais complexa for essa experimentação, mais neurônios são ativados no cérebro dele — analisa a diretora do CEI, Maristela Pitz.
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Segundo as profissionais de educação, a reação dos pais tem sido de curiosidade e diversão. Já houve família tentando fazer em casa.
Veja fotos do ofurô
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