Uma semana após a visita da embaixadora da República Dominicana no Brasil, Patricia Villegas, ao governador Jorginho Mello (PL) e a secretários do governo catarinense, o Estado de Santa Catarina e a Polícia Nacional do governo do país da América Central já iniciaram intercâmbio de informações na área de segurança. País que recebe mais de 10 milhões de turistas por ano, a República Dominicana busca aprimorar os serviços de segurança e optou por trocar conhecimento com SC, que tem a melhor segurança pública do Brasil.
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A primeira reunião com esse objetivo aconteceu nesta sexta-feira, em Brasília. Com organização da secretária de Articulação Nacional de SC, Vânia Franco, comandantes das forças de segurança catarinenses apresentaram técnicas para comandantes da Força Nacional e Forças Armadas da República Dominicana.
Foram cinco horas de troca de informações na sede da embaixada. O país caribenho tem na sua estrutura de segurança a Força Nacional e Forças Armadas. Não tem três serviços como SC, que tem a Polícia Militar, a Polícia Civil e os Bombeiros Militares.

As palestras foram feitas pelo comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, Aurélio José Pelozato, a Perita-Geral da Polícia Científica Andressa Fronza, o delegado Raphael Giordani que representou o delegado-geral Ulisses Gabriel, e o tenente-coronel dos bombeiros Túlio Tartari Zanin, que representou o comandante da corporação de SC, Fabiano Bastos.
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A secretária Vânia Franco, mais a secretária-adjunta da Secretaria de Articulação Nacional Lourdes Martini, e o chefe de gabinete do comando da PM Emerson Fernandes acompanharam as palestras.
Por parte da República Dominicana, participaram o general Juan Guzmán; o diretor do Departamento de Investigações de Crimes de Alta Técnologia, coronel Edgar Volques; o diretor de Cooperação e Relações Internacionais, coronel Roberto García; e o capitão de mar e guerra Abel Romero, que é o adido militar das Forças Armadas da República Dominicana, e o conselheiro da embaixada, Rafael Trinidad.
Enquanto Raphael Giordani se concentrou em falar um pouco sobre a história da Polícia Civil no Estado e a atual estrutura hierárquica, a perita-geral Andressa Fronza destacou o uso de tecnologias modernas para apurar crimes.
Segundo ela, a perícia de SC tem aparelhos que escaneiam projéteis, que reconhecem digitais e fluídos humanos (sangue, urina e sêmen) sem usar produtos químicos.
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O que levou a República Dominicana a buscar conhecimento de segurança em SC foi o fato de o estado ser o mais seguro do país. Foi o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, Aurélio José Pelozato, quem destacou esses dados. Segundo ele, SC registra cerca de 8,6 mortes violentas por cada100 mil habitantes, enquanto a média é de 24,9% por habitante no Brasil.
Está situada em Santa Catarina a cidade mais segura do Brasil com mais de 100 mil habitantes. É Jaraguá do Sul, no Norte do Estado.
O chefe dos bombeiros de SC, tenente-coronel Túlio Zanin, falou sobre medidas preventivas para turistas, nas praias. Segundo ele, com guardas-vidas civis além de militares, SC conseguiu reduzir perdas de vidas por afogamento.
Em 1997, morriam cerca de 200 banhistas nas praias. Atualmente, morrem cerca de 100 por afogamento por ano no Estado. Desses, apenas 20% ocorrem na praia. Os demais foram em rios, açudes e barragens no interior do Estado.
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Além de reunião com o governador Jorginho Mello, quando esteve em Santa Catarina, a embaixadora da República Dominicana, Patricia Villegas, conversou também com a vice-governadora Marilisa Boehm, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Marcelo Fett e o secretário de Segurança Pública, Flávio Graff.
Ela também teve encontros com o presidente da Fapesc Fábio Wagner Pinto, a secretária-adjunta de Turismo Catiane Seif, o presidente da Fecomércio Helio Dagnoni, e os secretários de Turismo de Florianópolis, Zeca Becker, e de Balneário Camboriú, Thiago Velasques.
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