A inflação do mês de novembro em Florianópolis apurada pela Udesc Esag subiu 0,54%, puxada por alimentos, transportes e saúde. Com essa variação, o acumulado do ano chegou a 5,39%, superando o teto da meta da inflação brasileira, que é de 4,5. Nos últimos 12 meses, até novembro, os preços tiveram alta de 5,69% na capital de SC. Novembro de 2023 teve alta menor, de 0,37%.
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Para calcular o (ICV), que representa a inflação de Florianópolis e, de certa forma, também a variação de preços estadual, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconomia (Esag), usa a mesma metodologia do IBGE para apurar a inflação oficial nacional. Por isso, existe uma semelhança entre elas e as altas acima do esperado preocupam também em SC.
Em novembro, o grupo de alimentos, que tem o maior peso no indicador, subiu 1,15%. Enquanto o outro grupo com peso semelhante, de transporte, caiu -1,22%. Mesmo assim, não foi suficiente para neutralizar as diversas pressões de alta de preços.
Cafezinho mais caro
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No grupo de alimentos, as refeições fora de casa subiram mais e o campeão foi o cafezinho, com alta de 8,4%, em função dos problemas climáticos de meses recentes. O crepe subiu 5% e suco de fruta 3,9%.
O alimentos para preparar em casa também subiram, chegando a uma alta média de 1,09%. O grupo de óleos e gorduras subiu 4% porque produtores de soja estão retendo produtos e isso tem elevado os preços nas fábricas. O óleo de soja subiu 5,2%.
As carnes bovinas ficaram mais caras. A maior alta foi no filé mignon (4,6%). A costela suína subiu 5,5%, carnes de aves e ovos subiram 3,2%. No caso das frutas, as maiores altas foram da laranja 7,8% e banana branca, 5,1%.
Entre os grupos pesquisados pela Udesc Esag, o transporte subiu 0,25%, a saúde e cuidados pessoais teve alta de 1,5% e as despesas pessoais subiram 3% puxadas pela alta do cigarro em 14,2%.
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Dos nove grupos pesquisados, tiveram retração de preços os de habitação (-1,22%) puxados pela queda no preço de energia, artigos de residência (-0,8%), vestuário (-0,2%). Os preços dos grupos educação e comunicação ficaram estáveis.
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