O dinâmico e bilionário setor cooperativista catarinense vai fechar o ano de 2024 com melhores resultados que em 2023 e vê cenário positivo para 2025, começando com mais uma supersafra. Este foi o panorama traçado por líderes do setor no evento de lançamento do livro “Reflexões sobre atualidade e cooperativismo”, que traz artigos publicados pelo ex-presidente da Organização das Cooperativas de SC (Ocesc), Luiz Vicente Suzin, que esteve à frente da entidade de maio de 2016 até maio de 2024. Realizado em Florianópolis, quarta-feira à noite, o evento também foi uma confraternização de fim de ano do setor.

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– Nas duas gestões em que estive à frente da Ocesc, o maior desafio do setor foi continuar crescendo durante a pandemia. No começo tivemos uma freada, mas seguimos produzindo e acreditando no setor. Então, não tivemos decréscimo apesar da pandemia porque nossos produtores não pararam de trabalhar. Concluímos a gestão com o sistema cooperativo bem e em crescimento – afirmou Luiz Vicente Suzin, no evento do lançamento do livro.

Líderes cooperativisas participaram da noite de autógrafos de Luiz Suzin (Foto: Estela Benetti)

O presidente da Ocesc, Vanir Zanatta, disse que o setor está encerrando o ano com resultados positivos. O balanço será apresentado no ano que vem, mas os setores cooperativos com os maiores resultados seguem o agronegócio e o de crédito. Em 2023, as cooperativas de todos os ramos que atuam em SC faturaram R$ 85,9 bilhões e chegaram a 4,2 milhões de associados.  

– O setor cooperativista, em 2024, acredito que foi melhor do que em 2023. Nós crescemos. Os números deverão mostrar isso nos nossos balanços que serão apresentados no ano que vem. Eu não posso antecipar resultados, mas considerando o desempenho da nossa cooperativa de arroz (a Cooperja, do Sul de SC), da Aurora e de outras, dá para acreditar que 2024 tenha sido bem melhor do que 2023 – comentou Vanir Zanatta.

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Para 2025 as expectativas são positivas, de muita produção porque as projeções são de mais uma supersafra de grãos no Brasil e, também, em Santa Catarina, destacou Zanatta. Por enquanto, o clima está ajudando. Como o setor é forte no agronegócio, isso sinaliza elevada atividade e preços acessíveis.

Segundo ele, outro ramo que continuam se destacando em Santa Catarina é o de cooperativas de crédito. Na avaliação de Zanatta, isso acontece principalmente porque os catarinenses preferem um atendimento mais personalizado para serviços financeiros.

O livro “Reflexões sobre atualidade & Cooperativismo” traz artigos durante a gestão de Luiz Vicente Suzin, em manifestações dele em nome da entidade, em defesa dos interesses do setor. Participaram do evento líderes cooperativistas de todo o estado e lideranças convidadas.

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