Produtos de alta qualidade e de luxo para mesa integram a estratégia principal do Grupo Oxford, de Santa Catarina, para expandir atuação, tanto no Brasil quanto no mercado internacional com as marcas Oxford, Strauss e Biona. Controlado pela WPA, holding das famílias fundadoras da WEG, segue o modelo da gigante de motores elétricos para crescer, mas no segmento de itens para o lar.  

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O empresário Décio da Silva, presidente dos conselhos de administração da WEG e do Grupo Oxford, diz que o plano é crescer no exterior gradualmente. Hoje, 10% da produção é exportada e a maior parte é da marca Oxford. A empresa busca mais oportunidades no exterior para a marca Strauss, posicionada no segmento de luxo.

Veja mais fotos de produtos da marca de luxo Strauss, do Grupo Oxford:

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Questionado sobre o convite de Donald Trump a empresários para investir em fábricas nos Estados Unidos, Décio da Silva afirmou que primeiro o Grupo Oxford precisa aumentar a presença no exterior com produtos fabricados no Brasil. Ou seja, o modelo WEG prevê primeiro a conquista de mercados via exportação para, depois, com mais segurança, instalar unidades fabris.

– Abrimos nos Estados Unidos, no ano passado (2024), uma filial comercial. Agora, temos que ter distribuidores, conquistar clientes no varejo e instalar loja digital. Temos muito trabalho ainda pela frente. Uma fábrica no exterior do Grupo Oxford vai acontecer no futuro, onde tivermos posições mais consolidadas. Será uma decisão técnica –destacou Décio da Silva, ao observar que a empresa prevê mais vendas externas em diversos mercados.

O modelo WEG inclui investimentos anuais. Para 2025 estão previstos quase R$ 20 milhões e o plano é crescer 13% frente a 2024, quando o grupo alcançou faturamento de R$ 473,6 milhões, informou o diretor superintendente, Irineu Weihermann.

Os maiores valores serão destinados para produtividade e automação – quase R$ 7 milhões – e construção predial, R$ 5,47 milhões. Mas também estão previstas cifras para desenvolvimento (inovação), assistência técnica e aumento da capacidade. O quadro de pessoal do grupo, que está em 3.000 colaboradores, deverá ter um acréscimo de 265 este ano.   

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– Sempre, numa companhia, é bom ter planos de longo prazo, planos desafiadores. Nós estamos trabalhando bem, expandimos a nossa fabricação também. Não produzimos somente em São Bento do Sul e em Pomerode (em SC). Estamos há cerca de 10 anos em São Mateus, no Espírito Santo. Fomos lá para ter uma produção mais próxima dos clientes – explicou Décio da Silva.  

A Oxford foi fundada em São Bento do Sul há 70 anos. A primeira expansão da produção fora da matriz foi com o investimento no Espírito Santo, quando lançou a marca Biona, com produtos mais para o dia a dia. Em 2017, adquiriu a indústria de cristais Strauss, de Pomerode, no Vale do Itajaí, incluindo uma marca de luxo e mais diversificação ao portfólio.

A partir daí, os acionistas decidiram criar o Grupo Oxford, com as três marcas e diversificar ainda mais a oferta de produtos. Isso inclui além de porcelanas, cerâmicas e cristais, outros itens como talheres, panelas, assadeiras e acessórios fabricados por terceiros, mas com as marcas próprias do grupo.

Marca premium, a Strauss já está bem-posicionada no mercado brasileiro. Entre as peças de luxo que sua equipe produz de forma artesanal na fábrica de Pomerode estão taças de cristal que custam cerca de R$ 500 por unidade.

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Em agosto do ano passado, a empresa lançou nova programação visual (rebranding) da marca Strauss, com ênfase na cor laranja, em evento no luxuoso Rosewood Hotel, em São Paulo. Em setembro, levou a marca para expor na mostra Maison & Objet, em Paris, França.

Pioneira e maior do grupo, a marca Oxford vem recebendo atenção especial desde quando foi adquirida pela WPA. Se destaca no segmento de porcelanas e cerâmicas, com ênfase em qualidade e design exclusivos.

Além de ampla presença em lojas que atuam com produtos para o lar, o grupo conta com lojas junto às fábricas e outras próprias.

Em Pomerode, na turística cidade do Vale do Itajaí, inaugurou em novembro de 2024 a Casa Oxford e Flagship Strauss, loja de alto padrão aberta diariamente onde são oferecidos produtos feitos pelo grupo e outros fabricados por terceiros (private label) para as marcas.  

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Para crescer mais no mercado nacional, o grupo acompanha desempenhos regionais. Está investindo em lojas próprias em algumas cidades brasileiras onde a atuação de parceiros comerciais não tão é forte.

Rio de Janeiro, Fortaleza e São Paulo estão entre as que já têm unidades da Casa Oxford. Este ano, mais duas serão inauguradas, nas cidades de Fortaleza e São Paulo.

– Tínhamos três lojas de fábrica, incluindo a de Pomerode que foi reinaugurada em 2024. Inauguramos três unidades em outras cidades do país e neste mês de fevereiro devemos inaugurar mais duas. Devemos fechar 2025 com o total de 8 lojas, além do comércio eletrônico e marketplace que consideramos o canal de venda direta ao consumidor (B2C) – detalha o superintendente Irineu Weihermann.

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