Ter empresa própria e trabalhar no setor que ama. Estas são motivações que fizeram a empresária catarinense Anne Marie Werninghaus Tavares, da terceira geração de um dos fundadores de grande empresa de Santa Catarina, a investir em franquia da marca de acessórios de luxo Hector Albertazzi. A unidade, primeira da marca fora de São Paulo, abriu ao público dia 2 deste mês no Balneário Shopping, em Balneário Camboriú e, nesta quarta-feira (11) terá uma inauguração festiva.
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Veja mais fotos de Anne Marie e de produtos da marca Hector Albertazzi:
A admiração de Anne Marie pelas criações do designer Hector Albertazzi abriu a porta para ela ter, também, a representação da marca para a Região Sul do país. Por isso, já estuda a abertura de mais uma unidade no próximo ano. O plano é ter diversas franquias.
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Essa loja, que recebeu investimento de R$ 1 milhão, não é o primeiro negócio da empresária nesse setor. Ela tem a loja multimarcas A.Marie, em Jaraguá do Sul. Revela que gosta de estar ocupada e quer ser exemplo para os três filhos como o avô é referência de empreendedor e de trabalhador para todos da família e muitas outras pessoas. Saiba mais na entrevista a segui:
O que motivou você a entrar no negócio de joias?
– Eu sempre fui muito ligada à moda. Desde muito jovem eu já tinha vários furos na orelha. Com dez anos comecei com o segundo furo, o terceiro, o quarto… Sempre gostei muito de acessórios, acredito que eles fazem muita diferença na aparência das pessoas.
E eu sempre tive vontade de abrir um negócio meu. Então, me formei em moda e aí esse desejo foi aflorando cada vez mais, até que eu tomei coragem, porque precisa de muita coragem para empreender no Brasil hoje.
E por que escolheu a marca Hector Albertazzi? Esse é o seu primeiro negócio com joias?
– Não! Eu tenho uma loja em Jaraguá do Sul que se chama A. Marie, meu primeiro empreendimento, uma loja multimarcas. E a Hector Albertazzi sempre foi uma das marcas de joias que eu sonhava em trabalhar porque eu me identifico muito com o design das peças, faz parte do leque de marcas que eu tenho na minha primeira loja lá em Jaraguá.
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Comecei só com semijoias e depois passei a ter roupas também. E aí surgiu a oportunidade de abrir uma loja no shopping em Balneário Camboriú. Casou que o Hector também gostaria de abrir a primeira franqueada, ou licenciada, fora de São Paulo. Ele, inclusive, falou para mim que se não fosse comigo ele não abriria.
Hoje, eu tenho também exclusividade da marca dele no Sul do Brasil. Então, do Paraná para baixo a exclusividade de abertura de novas lojas da marca é minha. Já estou matutando onde será a próxima. Claro que tem que ser tudo com muita calma. Eu quero, primeiro, ver como será o termômetro em Balneário Camboriú. Tudo indica que dará muito certo.
E a partir daí, no ano que vem, talvez da metade para frente, a hora que estiver tudo muito bem estruturado aqui em Balneário, eu já poderei pensar em expandir.
Comecei a trabalhar com o Hector quando abri a minha multimarca. Eu sempre prezei muito em ter uma loja que refletisse o meu estilo. Tudo que eu tenho dentro da loja em Jaraguá, por exemplo, são produtos que eu usaria. Não tem ‘ah, eu vou colocar essa peça porque vai vender bem’. Não existe esse negócio de eu não gostar do que eu estou oferecendo. É uma loja que reflete muito o meu gosto pessoal. E aí o Hector é uma marca que eu me identifico muito e resolvi trabalhar com ele pela seriedade também que a marca tem.
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Gostaria que você falasse um pouco dos produtos da marca Hector. Que características chamam a sua atenção, de que matérias-primas são feitos?
– O Hector usa o latão que, hoje, apesar do nome ser latão, é uma mistura de cobre com zinco. Temos a ideia do latão como se fosse um descarte, a palavra remete a algo pejorativo, mas não é mais assim. E é a forma mais nobre de você fazer uma semijoia hoje.
O Hector trabalha com três tonalidades de joias, ouro vintage, prata boho e cobre. O diferencial dele é realmente esse banho que dá nas peças, que tem uma coloração diferente, chamado galvanoplastia. Você não encontra em outras marcas porque é um segredo que eles guardam a sete chaves.
Outro diferencial são as pedras que são usadas nas peças. São pedras tchecas e tem um brilho incrível. São peças muito lindas. Além disso, o design é autoral. Ele não faz cópia de outras marcas famosas, algo que muitas marcas de semijoias fazem. Sai tudo da cabeça dele, é design dele mesmo. É tudo com muito cuidado.
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As peças são feitas à mão, nada é feito em máquina. Eles têm ourives, têm cravejador (fixador de pedras) de pedras, que são coladas manualmente. Então, leva horas para fazer uma peça. Tem peças com mais de três mil pedrinhas cravejadas. É uma marca muito diferenciada.
Você poderia falar de valores desses acessórios?
– O preço depende muito. Como o Hector trabalha com peças lisas também, essas são um pouco mais em conta porque não têm todo este trabalho manual como as cravejadas. Mas eu posso dizer que os preços vão de R$ 350 até R$ 5 mil. Ele faz colares magníficos. Em coleção recente, ele fez um cinto que custa R$ 8 mil. A régua de preços dele é bem variada.
Qual é o estilo da cliente da marca?
– É a cliente que não é tão clássica. Ela usa pedra, pérola, mas tudo de um jeito muito moderno. Geralmente são as clientes mais antenadas em tendência de moda, são mulheres que gostam de se sobressair, de estarem bem arrumadas.
Você trabalha quantas horas por dia, atualmente?
– Tenho muita sorte de ter a minha prima Betina trabalhando comigo. Ela é meu braço direito e esquerdo, minhas duas pernas, meu pulmão, meu coração, olhos e ouvidos, uma parceira que me ajuda muito! Se eu estivesse sozinha nesta empreitada com certeza não daria conta de duas empresas ao mesmo tempo.
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Para você ter uma ideia, nesta última semana que eu estou aqui em Balneário na expectativa pela inauguração da loja Hector Albertazzi, tenho ficado entre 14 horas e 16 horas direto dentro do shopping. Perdemos a noção de horário, de tudo, parece um jet lag, vou almoçar às 17h achando que é meio-dia, é muito doido.
Temos que tirar o chapéu para quem trabalha em shopping porque não é fácil, mas estou trabalhando bastante e me sinto realizada fazendo isso. Estou cansada? Estou cansada! Estou exausta? Estou exausta! Mas acho que compensa. Olho para a loja e comemoro mais uma conquista. É lógico que eu tive a facilidade de ter o dinheiro para investir, mas todo o resto foi por esforço meu. Acho que eu tenho que me orgulhar disso também.
Quanto você investiu na loja?
– Por enquanto, nesta loja do Hector estou investindo R$ 1 milhão. Estou gerando três empregos diretos. Mas estou procurando mais duas vendedoras. Não é fácil encontrar este tipo de mão de obra. Já me disseram que aqui em Balneário é muito difícil, assim como em Jaraguá, que é uma cidade industrial.
É complicado achar alguém que queira trabalhar no comércio porque a carga horária é um pouco maior, trabalha fim de semana. Aqui no shopping é de domingo a domingo. Então, é mais difícil de achar mesmo, mas estou à procura.
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Por que você escolheu o Balneário Shopping para a primeira franquia Hector Albertazzi em SC?
– Vejo um potencial gigante neste shopping. Passa muita gente por ele, e não é só na temporada de verão e de final de ano. É o ano todo. Tem muita gente de fora e vejo que as mulheres aqui gostam muito de moda, seguem muita moda, tendência, gostam de se vestir bem, de estar arrumadas. Além disso, a vida social em Balneário é movimentada, aquecida, tem muita balada, grupos de jantar, enfim, um potencial financeiro que não dá para negar. Os ricos estão aqui, acho que estou apostando no lugar certo.
Você é muito criativa, na maneira de se vestir, tem várias tatuagens. Já teve vontade de criar sua marca de roupas ou de acessórios?
– Sim, já tive, logo que eu me formei. Quando eu fazia faculdade de moda na Unisul, em Florianópolis, eu sempre gostei muito da parte de pesquisa. Fiz um curso na Inglaterra e me apaixonei pela pesquisa, até hoje gosto muito, vivo fuçando na internet e em revistas. Adoro!
E como eu tenho três filhos, três meninos, a minha ideia quando eu me formei era montar uma marca de roupa masculina infantil, porque na época em que eles eram pequenos só se fazia roupa para menina, roupa legal, diferente, com informação de moda.
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Para menino era sempre aquela calça de moletom e camiseta. Então, eu achava aquilo muito chato. E aí a minha ideia era montar uma marca para criança, masculina, com bastante informação de moda, mas meus filhos foram crescendo e acabei desistindo desse plano.
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