O Joinville divulgou nesta segunda seu balanço financeiro referente ao ano passado. A queda para a Série C, a diminuição das receitas e os gastos excessivos fizeram o clube acumular um déficit de mais de R$ 14 milhões na temporada passada. Este saldo aumento o passivo a descoberto (valor da soma de bens e direitos que, não cobre o valor da soma das obrigações contraídas).

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No fim de 2015, o passivo a descoberto do JEC era de R$ 9 milhões. No ano seguinte, alcançou a marca de R$ 11 milhões. Agora, o montante é de R$ 25 milhões.
Além disso, o Joinville contabiliza um capital circulante (diferença entre as contas a receber, estoques e despesas pagas e as contas a pagar e outros em determinada data) negativo de mais de R$ 14 milhões. Juntos, passivo a descoberto e capital circulante negativo somam mais de R$ 40 milhões.

Déficit mensal

O presidente do JEC, Vilfred Schapitz, já revelou à coluna que o Tricolor tem um déficit de R$ 280 mil por mês. Neste ritmo, o clube somará mais de R$ 2 milhões de dívidas até o fim do ano. Por este motivo, o dirigente acredita que é preciso diminuir o déficit mensal para R$ 180 mil e, de alguma maneira, arrecadar R$ 3 milhões até o término da temporada – por meio de novos sócios ou venda de algum atleta.

Empréstimos

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De acordo com o balanço do Joinville, o clube tem empréstimos a pagar neste ano com os ex-presidentes Jony Stassun e Nereu Martinelli. Jony teria a receber mais de R$ 4 milhões e Nereu mais de R$ 1,3 milhão. No entanto, em entrevista no mês passado, o atual presidente, Vilfred Schapitz, já revelou que não tem condições de honrar estes empréstimos e projeta ressarci-los a partir de uma negociação de atleta.

Outros números

A coluna preparou uma pequena tabela para que o leitor entenda como diminuíram algumas das receitas do Joinville de 2016 (quando o clube jogava a Série B) para 2017 (primeiro ano da Série C). Veja os números abaixo.

Receita da TV

2016: R$ 8,9 milhões

2017: R$ 3,8 milhões

Receita de Sócios

2016: R$ 6,5 milhões

2017: R$ 3,2 milhões

Patrocinadores

2016: R$ 2,1 milhões

2017: R$ 2,3 milhões

Vendas de produtos

2016: R$ 703 mil

2017: R$ 685 mil

Arrecadação em jogos

2016: R$ 867 mil

2017: R$ 327 mil

Gastos com futebol
Um número interessante também é o do investimento no futebol. Em 2016, o JEC gastou mais de R$ 21 milhões em futebol, média de R$ 1,7 milhão por mês – com salários de atletas e comissão técnica, auxílios-moradias, prêmios, viagens, base e outros. Algo absurdo em termos de Série B. Na Série A, por exemplo, foram gastos R$ 29 milhões – média de R$ 2,4 milhões. Na Série C, o número superou os R$ 12 milhões – média de pouco mais de R$ 1 milhão por mês.

Futsal
O balanço revelou também o investimento feito pelo JEC/Krona. Com salários e direitos de imagens juntos, a equipe gastou mais de R$ 2,7 milhões na equipe campeã de tudo no ano passado – cerca de R$ 225 mil por mês. Um ano antes, foram investidos mais de R$ 2,1 milhões no time que foi vice-campeão catarinense e quinto colocado da Liga Nacional. Ou seja, não foi preciso mudar completamente a linha de investimento para se obter bons resultados.

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