Pela primeira vez nos últimos anos, a frota industrial de cerco chegou ao dia 1º de junho – data de início da safra industrial de tainha – com as autorizações publicadas em Portaria pelo governo, e a expectativa de emissão imediata das licenças. A Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca divulgou na sexta-feira, no Diário Oficial da União, a relação das 32 embarcações que cumpriram os requisitos e serão licenciadas. Metade é da região de Itajaí, que concentra o maior número de traineiras no país.
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O cumprimento dos prazos, no entanto, não foi suficiente para acalmar os ânimos do setor produtivo.
Os armadores não estão satisfeitos com a solução encontrada pelo governo para autorizar a safra industrial este ano, diante da pressão do Ministério Público e entidades ambientais para que fosse compensado o excesso de capturas no ano passado (a cota foi ultrapassada em 114%).
Os armadores queriam licença para 50 embarcações, e redução de 10% da cota como compensação. O governo reduziu 28%.
Há ainda outro impasse rondando a safra industrial – esse, na Justiça. O Ministério Público Federal (MPF), que pede a suspensão da cota para a frota industrial nesta safra, perdeu a primeira tentativa na Justiça e recorreu ao TRF 4, em Porto Alegre. O caso aguarda decisão.
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Os barcos industriais miram especialmente a ova de tainha, o "caviar brasileiro". Com melhores condições de captura e armazenagem, conseguem entregar às exportadoras um produto de melhor qualidade.