Já somos mais de 160 mil mortos pela Covid-19.
Já temos quase seis milhões de casos registrados.
Mulheres, homens, crianças, idosos.
Gays, heteros, lésbicas, machões.
Pretos, brancos, índios, magros, gordos, sarados.
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Pobres, ricos, empregados, desempregados, feios, bonitos.
Esfomeados, famigerados, lazarentos.
Baitolas, sapatões, perobas, boiolas, bichas, invertidos.
Diferentes, discriminados, rejeitados.
Perseguidos, espancados, assassinados.
Direitistas, esquerdistas, centristas, supremacistas.
Racistas, homofóbicos, misóginos, xenófobos.
Frouxos, covardes, molengas, torpes, infames.
Insensíveis, desprezíveis, deploráveis, repulsivos.
Torcemos contra a ciência.
Torcemos contra a vacina.
Torcemos contra a medicina.
Torcemos contra os avanços da sociedade.
Torcemos contra a solidariedade e o humanismo.
Praticamos a necropolítica, o ódio, o horror.
Dizemos não à decência, à integridade, à retidão.
Não queremos ver uma nação curada.
Não queremos ver uma nação unida.
Continuamos irresponsáveis.
Continuamos doentes.
Continuamos morrendo.
Somos todos parte de um país de maricas.
> Painel do Coronavírus: confira o mapa de evolução da Covid-19 em SC
Para aliviar a alma e o coração, três preciosidades do grande poeta alemão Rilke:
“Como suportar, como salvar o visível, senão fazendo dele a linguagem da ausência, do invisível?”
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“Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra.”
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“Nada mais que possibilidades. Nada mais que desejos. E, de repente, ser realização, ser verão, ter sol.”