Fim de ano bem próximo. O momento ideal para as listas. A mais óbvia e urgente, a de presentes. Aí é aquela maluquice de correr em desespero para lojas e shoppings, aguentar vendedores insuportáveis, a gastança de dinheiro com parentes e “amigos” que muitas vezes queremos ver bem longe de nós.
Continua depois da publicidade
Leia mais de César Seabra no NSC Total
Outra quase obrigatória: a lista de objetivos e desafios que desejamos enfrentar no novo ano. Perdoem-me o ceticismo: abandonaremos tudo ainda no primeiro semestre.
Completamente subjetiva que é, a minha única lista não tem importância para o futuro do mundo. É formada pelos melhores livros que li, melhores livrarias que frequentei, melhores filmes e séries que vi, melhores discos que ouvi em 2024. Então, queridas leitoras e queridos leitores, vamos a ela.
Livros – Autores brasileiros
Continua depois da publicidade
- “Puro”, de Nara Vidal (editora Todavia).
- “Nostalgias Canibais”, de Odorico Leal (Âyiné).
- “Meu Irmão, Eu Mesmo”, de João Silvério Trevisan (Alfaguara).
- “Ojiichan”, de Oscar Nakasato (Fósforo).
- “Melhor Não Contar”, de Tatiana Salem Levy (Todavia).
- “No Muro da Nossa Casa”, de Ana Kiffer (Bazar do Tempo).
- “Asma”, poemas de Adelaide Ivánova (Nós).
- “Bambino a Roma”, de Chico Buarque (Companhia das Letras).
Livros – Autores estrangeiros
- “Coelho Maldito”, da sul-coreana Bora Chung (editora Alfaguara).
- “Somos Animais Poéticos”, da francesa Michèle Petit (editora 34).
- “O Primeiro Sonho do Mundo”, da francesa Anne Sibran (Relicário).
- “Que Por Você se Lamente o Tigre”, da francesa Emilienne Malfatto (Nós).
- “Velar por Ela”, do francês Jean-Baptiste Andrea (Vestígio).
- “Mudar: Método”, do francês Édouard Louis (Todavia).
- “Stardust”, da camaronesa Léonora Miano (Autêntica Contemporânea).
- “Hoje Vi um Pica-Pau”, literatura infantil do polonês Michał Skibiński (Baião).
Livrarias:
- Livros & Livros, de Florianópolis.
- Livraria da Tarde, de São Paulo.
- Janela, do Rio de Janeiro.
- Megafauna, de São Paulo.
- Desculpe a Poeira, de São Paulo.
Discos:
- “Lives Outgrown”, de Beth Gibbons.
- “No Name”, de Jack White.
- “Wild God”, de Nick Cave.
- Songs of a Lost World”, do The Cure.
- “Wall of Eyes” e “Cutouts”, ambos do The Smile.
Continua depois da publicidade
Filmes:
- “Will and Harper”, de Josh Greenbaum.
- “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles.
- “Malu”, de Pedro Freire.
- “Não Espere Muito do Fim do Mundo”, de Radu Jude.
- “O Quarto ao Lado”, de Pedro Almodóvar.
Séries:
- “Ripley”, de Steven Zaillian.
- “Bebê Rena”, de Richard Gadd.
- “Disclaimer”, de Alfonso Cuarón.
- “Cem Anos de Solidão”, de Laura Mora Ortega e Alex García López.
- “Segura a Onda”, de Larry David.
Tudo de bom
Esta coluna vai deixá-los em paz por duas semanas. Desejo a todas e a todos Boas Festas. E que 2025 seja melhor do que 2024. Até a volta e viva o Botafogo!
“Os livros são os refúgios que nos restam. Podem não conseguir proteger-nos contra as balas, ou contra a indignação da natureza, mas eventualmente salvam-nos da mediocridade, do tédio e do rancor das redes sociais”
Continua depois da publicidade
José Eduardo Agualusa, escritor angolano
“Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”
Nélson Rodrigues
“A memória é o essencial, visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações”
Jorge Luis Borges, escritor argentino
“A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida”
Fernando Pessoa, poeta português