Poderia escrever sobre a experiência da rotina no distanciamento social. Ou sobre o coronavírus que maltrata a Europa e os Estados Unidos. Ou da saudade cortante que sinto das pessoas que amo.
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Ou sobre as irresponsabilidades e loucuras demonstradas pelo capitão-tiozão-do-churrasco-presidente-do-Brasil, que destila seu ódio anticivilizatório e sua política isolacionista, sua desumanidade, sua falta de liderança, seus horrores e sua idiotia em entrevistas e pronunciamentos. Mas não. Hoje vamos de leveza, de coisas boas para aliviar corações e mentes.
Em página especial, saiba tudo sobre coronavírus
FRASES:
Da escritora polonesa Wislawa Szymborska: “Nada acontece duas vezes nem acontecerá. Eis nossa sina. Nascemos sem prática e morreremos sem rotina.”
Da escritora italiana Natalia Ginzburg: “No que diz respeito à educação dos filhos, penso que se deva ensinar a eles não as pequenas virtudes, mas as grandes. Não a poupança, mas a generosidade e a indiferença ao dinheiro; não a prudência, mas a coragem e o desdém pelo perigo; não a astúcia, mas a franqueza e o amor à verdade; não a diplomacia, mas o amor ao próximo e a abnegação; não o desejo de sucesso, mas o desejo de ser e de saber.”
De Xi Jinping, presidente da China: “Vocês usam máscaras, então não posso ver seus rostos. Mas no meu coração vocês são as pessoas mais adoráveis.”
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Do gigantesco dramaturgo britânico William Shakespeare: “No mesmo instante em que recebemos pedras em nosso caminho, flores estão sendo plantadas mais longe. Quem desiste não as vê.”
De Carlos Drummond de Andrade:
“Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.”
Do líder sul-africano Nelson Mandela: “A grandeza da vida não consiste em não cair nunca, mas em nos levantarmos cada vez que caímos.”
Do sociólogo italiano Domenico De Masi: “Nessas semanas trágicas, a reação eficiente dos hospitais e dos funcionários públicos diante do surgimento da pandemia nos ensinou que a nossa saúde pública dispõe, muito mais do que o setor privado, de pessoas preparadas profissionalmente, motivadas e generosas até o heroísmo.”
Do cronista capixaba Rubem Braga: “Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão.”
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Do escritor português José Saramago: “O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas covardias do cotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for suscetível de servir os nossos interesses.”