O tempo passa, o inverno nos trópicos voa entre dias frios e outros bem quentes. O país segue confuso. Diariamente recebemos trovoadas, chuvas e ventos desatinados vindos de todos os lados. 

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Tormentas intermináveis vêm de todas as áreas, cultural, esportiva, política. Não importa. As redes sociais, então, tornaram-se nojentas. O melhor a fazer é ficar longe delas.

De onde deveríamos esperar exemplos positivos vêm palavras ultrajantes. O que esperar de um país em que o próprio presidente manifesta, publicamente, desprezo à dignidade humana? O que esperar de um país em que o técnico de um dos principais clubes do futebol faz piada com a morte numa possível queda de avião? O que esperar de um país em que o governador de um (ex-importante) Estado afirma que a polícia tem que mirar na cabecinha e… fogo?

A resposta é simples: nada.

Fizemos no "Diário Catarinense", na edição do fim de semana passado, uma primeira página contundente em que mostramos o aumento de casos de feminicídio em Santa Catarina. Inocente, esperava mensagens solidárias em minha caixa postal. Recebi poucas assim. A grande maioria era ultrajante.

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Que país é este em que pessoas comemoram mortes? Em que pessoas defendem a violência porque, segundo teses alucinadas, essas mulheres, de todas as idades e regiões catarinenses, teriam provocado seus próprios assassinatos? É completamente desumano.

Algumas mensagens dizem, também, que ando muito mal humorado. É verdade. Minhas palavras não me deixam mentir. Busco a felicidade em meus amores – namorada, parentes, amigos, leituras, músicas, filmes. Mas como ser feliz vendo o Brasil se transformar num país de desvairados? Quanto tempo levaremos para reconstruir valores destruídos por tanta falta de responsabilidade e insanidade?

Lázaro, me ajuda a entender. 

Xô, bajuladores

Do ex-presidente e estadista americano Barack Obama, papo reto: "Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que te avisem quando você erra".

A verdade

De Antonio Prata, colunista do jornal "Folha de S.Paulo", papo também muito reto: "A imprensa, a ciência e a arte, os três maiores alvos do populismo autoritário que se espalha pelo globo, têm entre si um denominador comum: a busca pela verdade".

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Boa leitura

Para dizer que não falei de flores: querem ler uma coisa bacana? Busquem "Primavera nos dentes", de Miguel de Almeida. É a história do Secos & Molhados, grupo que derrubou preconceitos e jequices e mostrou ao mundo um Brasil incrivelmente moderno.