Desde que reassumiu o Palácio do Planalto, para o terceiro mandato, tem-se falado que Luiz Inácio Lula da Silva está incontrolável. Fala o que quer, faz o que quer. Nesta semana chegou ao ápice deste começo de governo errático: recebeu em Brasília, com elogios e de braços abertos, o ditador Nicolás Maduro.
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Uma vergonha diante de todo o mundo.
De acordo com a Anistia Internacional, o Human Rights Watch, a ONU e o Tribunal Penal Internacional de Haia, Maduro comprovadamente trata oposicionistas na Venezuela com sequestros, detenções, desaparecimentos, tortura, assassinatos. Reprime a imprensa independente, sufoca os poderes, vence eleições graças a corrupção escancarada. Venezuelanos fogem do país a todo custo – muitos tentam reconstruir a vida no Brasil.
Mas tudo isso é olhado e tratado por Lula com total complacência. Como apenas uma “narrativa”.
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Renato Igor: Lula erra ao bajular ditador em retomada das relações diplomáticas com a Venezuela
O presidente do Uruguai, Luís Lacalle Pou, foi preciso em seu comentário: tratar como uma “narrativa” simples é “tapar o sol com a mão”. É privilegiar a estupidez, a barbárie, o obscurantismo, a ignorância, o fanatismo.
Para piorar ainda mais o vexame mundial, seguranças do tirano caribenho agrediram jornalistas em Brasília, como gostavam de fazer também Jair Bolsonaro e seus seguidores.
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Vimos nos últimos quatro anos um mandatário que, entre incontáveis descalabros e insanidades, também gostava de apoiar ditaduras e ditadores desumanos. Na disputa pela reeleição, foi derrotado nas urnas. Inconformado, se escondeu nos Estados Unidos. De longe, apoiou movimentos golpistas. Meses se passaram. O que vemos agora é a incapacidade do novo governo para reestruturar o país. Enquanto isso, Lula continua falando pelos cotovelos – cercado por novos aduladores e desavergonhados bajuladores de sempre.
“Se um nazista se senta à mesa com 10 pessoas e ninguém se levanta, então temos 11 nazistas”, afirma um ditado alemão. O mesmo serve para este triste caso tupiniquim. Se um sujeito absolutista, déspota, fascista, totalitário e repressor se senta à mesa com 10 pessoas e ninguém se levanta, então teremos 11 sujeitos absolutistas, déspotas, fascistas, totalitários, repressores à mesma mesa.
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Ditaduras serão sempre ditaduras. Ditadores serão sempre ditadores. Simples assim.
Mais triste
A vida fica mais triste com o fim das séries “Succession” e “Ted Lasso”. A primeira, pesada e dramática, uma aula de dramaturgia digna de “Rei Lear” e “Hamlet”, textos maravilhosos de Shakespeare. A humanização e a desumanização se misturam o tempo todo, num espetáculo escancarado de mesquinhez, sordidez e ganância.
A segunda, simpática e divertida, revela a transformação e o sucesso de um pequeno time do futebol inglês comandado por um técnico de futebol americano. Contratado para afundar o clube, ele dá um show de empatia, sagacidade e humor.
Pra refletir:
“Aquele que gosta de ser adulado é digno do adulador”.
Shakespeare, dramaturgo e poeta britânico
“A literatura é a prova inequívoca de que vida não basta”.
Fernando Pessoa, poeta português
“Todas as nossas vidas são menores que nossos sonhos”.
Rosa Montero, escritora espanhola
“A arte é uma ferida feita de luz”.
Geroges Braque, artista plástico francês
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