Sem conseguir resistir aos problemas que surgiram durante o Decaman (competição que equivale a 10 Ironmans), o blumenauense Daniel de Oliveira foi forçado a desistir da prova. A decisão foi "superdifícil", de acordo com o atleta que almejava não apenas ser o primeiro colocado, como também alcançar o recorde mundial ao completar o trajeto em menos de 190 horas.

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– Foi uma decisão superdifícil. Fui para conquistar o recorde mundial. Queria muito dar essa alegria para quem me acompanha, mas encontrei adversidades que fugiram do meu controle. Na prova da natação, larguei bem, mas demorei pra finalizar. A água estava muito quente e isso me desgastou muito – conta Daniel.

A principal dificuldade enfrentada pelo ultratriatleta foi a falta de staff. Amigos de Daniel chegaram a se mobilizar para uma vaquinha na noite de sexta-feira, mas já não havia tempo hábil para enviar um profissional para acompanhar o blumenauense em Nova Orleans (EUA), onde ocorre a competição. Com pouca estrutura e sem suporte, Daniel teve de optar pela desistência até mesmo por questões de segurança.

– Preciso de staff, de equipamentos. Passei quatro dias encharcado, com a mesma roupa, mesma sapatilha, e perdendo 15 minutos só para encher a garrafa de água. Não é esporte para pobre. Os caras (outros atletas) têm duas ou três bicicletas, têm mecânico, mais sapatilhas – justifica.

Agora o projeto de Daniel de Oliveira foca em 2019, com um possível retorno ao Decaman, mas dessa vez com mais estrutura e patrocinadores. Vale lembrar que no ano passado ele chegou a disputar a competição em León, no México, e terminou na segunda colocação (se tornando o segundo homem mais resistente do mundo). De acordo com o ultratriatleta, o foco agora é no Triplo Ironman na Alemanha em julho do ano que vem, e o Double Deca Clássico no México em outubro.

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O Decaman é uma competição de ultratriathlon com percurso de 38,6 quilômetros de natação, 1,8 mil quilômetros de bike e 422 quilômetros de corrida.