No balanço de 2024 e a apresentação das perspectivas para 2025, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) expôs as principais preocupações da entidade e números econômicos do Estado. A coletiva de imprensa foi comandada pelo presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar. Segundo ele, há uma preocupação no setor com o crescimento econômico do País. A manifestação dele se baseia no questão fiscal do governo federal.
Continua depois da publicidade
Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp
Em relação aos números de emprego em Santa Catarina, o balanço é positivo. Com 2,8% de desemprego, o Estado é considerado no nível de pleno emprego. Outros índices apresentados na coletiva também apontam para um 2024 positivo para a economia catarinense.
Quando a visão é sobre as ações do governo federal na questão econômica, a Fiesc tem críticas à condução do cenário:
– O que está errado é gastar mais do que arrecada. Há pouco investimento. A máquina pública está muito pesada, e o governo está taxando muito. Há um desequilíbrio. Essa conta a sociedade vai pagar. Se não tiver medida para reduzir, e zerar o déficit fiscal, teremos consequências bastante danosas para o Brasil – disse o presidente da entidade.
Continua depois da publicidade
Para Aguiar, o pacote fiscal apresentado pelo governo federal é “pífio”. Em 2024, a indústria de SC cresceu impulsionada pelos reflexos da queda da taxa de juros promovida até maio. O cenário para 2025 é menos favorável, segundo a entidade.
Preocupação com infraestrutura
O presidente da Fiesc respondeu aos questionamentos sobre a infraestrutura do Estado, principalmente rodoviária. Para ele, o governo catarinense deu passos importantes com os planos de Logística e Aeroviário, contratados recentemente. No entanto, Aguiar defende que possa se avançar em concessões de rodovias para que mais investimentos ocorram.
Ao mesmo tempo, o presidente da entidade das indústrias criticou a federalização do porto de Itajaí que, segundo ele, está em processo bastante avançado para ocorrer. Aguiar diz que o controle do terminal portuário deveria permanecer no Estado.
Por fim, ele fez uma crítica à falta de um discurso unificado das autoridades catarinenses na busca por investimentos e obras:
Continua depois da publicidade
– O Estado se omite nas suas opiniões. Por diversas vi na própria bancada catarinense um deputado defender uma coisa e outro membro da bancada outro ponto de vista. O representante do governo federal chegou a dizer que a bancada precisava definir o que queria.
Bolsa família
Durante a coletiva, o presidente da Fiesc defendeu que o Bolsa Família passe por uma revisão. Para ele, o programa é “maravilhoso”, mas necessita de alterações.
– Falta comprometimento de quem recebe. Para que não haja crescimento da informalidade – afirmou Aguiar.
Segundo o presidente da entidade, a grande dor atual das indústrias é a mão de obra, que está escassa.
Continua depois da publicidade