Pouco antes de tomar posse na retorno ao cargo de prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD) conversou por telefone com a coluna. Ele falou sobre como será a retomada dos trabalhos, a relação com o governador Jorginho Mello (PL) e os próximos passos políticos. O evento que marcou a retomada do cargo ocorreu na sede da prefeitura, no hall da entrada, com o espaço lotado por apoiadores e lideranças políticas de diferentes partidos.
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– Vou tomar posse para um mandato de dois meses que estou enxergando como se fosse uma mandato de quatro anos. Parece que estou tirando carteira de motorista aos 18 anos. Pareço um menino – afirmou pouco antes da posse, na entrevista a este colunista.
Veja abaixo os principais destaques da entrevista da coluna com Clésio Salvaro:
Como será o trabalho nestes últimos dois meses de mandato?
“Sempre sonhei em concluir o mandato, cumprir saindo pela porta da frente da prefeitura e passar a faixar para o sucessos, independentemente se fosse o meu candidato ou não. É pela liturgia do cargo, é nobre passar a faixa. É a concretização da democracia. Essa era o meu sonho. E a partir de agora é fechar as contas. Tenho dois meses para fazer um trabalho de quatro anos. O prefeito interino (Ricardo Fabris, do MDB, o vice-prefeito) estava discutindo para decretar o horário de verão na prefeitura, entre 7h e 13h. Eu vou fazer o horário de verão, que é trabalho do nascer ao pôr do sol. Vamos trabalhar muito nesses dois meses”.
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Qual a lição que o senhor tira do que viveu desde o começo de setembro?
Quero ficar mais próximo de pessoas contagiantes e menos de pessoas contagiosas. Acho que passo a ver as coisas com jeito diferente. Quem passou por onde eu passei… Foi uma coisa muito complicada. Talvez minha falar de hoje sirva como uma forma de denúncia para a Comissão de Direitos Humanos da Alesc. Aqui na Penitenciária Sul, me acorrentaram nos pés e mãos (durante a prisão). A coisa foi muito diferente quando fui parar Itajaí. Não entrarei nunca no mérito do processo. Acho que o Poder Judiciário devolveu ao meu pai um filho. Devolveu o irmão para os meus irmãos. Devolveu um marido para a minha esposa e o pai para os meus filhos. Além disso, devolveu para Criciúma o seu prefeito. O prefeito que foi eleito e reeleito, com as maiores votações. E agora vou cumprir o meu mandato e entregar a faixa para o meu sucessor.
O senhor está descontente com o governador?
Não. É aquilo que eu digo. Passou a eleição. Já faz tanto tempo, foi em 6 de outubro. Já deu de esquecer algumas coisas. Agora é olhar para frente. Terei uma audiência com o governador. Não há Estado bom se não houver bons prefeitos.
Como fica seu futuro?
O meu pensamento era sair pela porta da frente e passar a faixa. A maior obra que eu poderia fazer era eleger meu sucessos. Não há obra maior que essa. Sou eternamente agradecido ao eleitor de Criciúma pelas correntes de orações, os evangélicos, todos orando. Dezenas de milhares de pessoas com o único pensamento, que era da minha liberdade. Para 2026, eu tenho uma preferência, o meu candidato é o João Rodrigues. Ele está preparado, é orgânica. Ele constrói a base em cima dos seus princípios.
Pretendes disputar a eleição de 2026?
Eu gosta da política, veja nela uma ferramenta que pode ser usada de forma boa. Gosto de estar nela, me sinto bem no meio das pessoas. Eu gosto de gente. Estou feliz de estar voltando. Para 2026, vou estar na campanha. Não sei se como candidato ou como apoiador, mas estarei na campanha.
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