A reunião dos governadores do Sul e Sudeste, na manhã desta sexta-feira (22), em Florianópolis, teve uma apresentação do presidente da Fecomércio de Santa Catarina. Hélio Dagnoni levou uma série de reivindicações aos chefes dos Estados que integram o Cosud. Alguns temas populares como o dinheiro gastos com apostas (nas chamadas “bets”), a pirataria e a importação de produtos da China se destacaram na conversa.
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Segundo Dagnoni, “no que se refere a tributação das operações via marketplaces internacionais, é fundamental que tenhamos regras iguais para todos, promovendo justiça tributária”. Para ele, é importante uma alíquota uniforme para importação simplificada de 25%. Para isso, é necessário o entendimento entre todos os Estados na próxima reunião do Confaz, para que a tributação dessas
plataformas seja pouco mais próxima do que paga o comércio nacional.
Em relação às apostas na bets, o presidente da Fecomércio destacou que o comércio tem sentido a baixo no consumo por conta do alto gasto das pessoas com os jogos. Esta é uma preocupação que tem aumentado em diversos setores econômicos.
– Nós falamos aqui desde um setor hipersensível ao cotidiano da vida e da economia brasileira, pois mais de 50% dos produtos consumidos no comércio brasileiro são até US$ 50 dólares. De forma que algo banal como o “jogo do tigrinho”, é capaz de causar um imenso prejuízo ao setor econômico que mais emprega e gera receita de ICMS aos Estados, que é a do setor terciário – argumentou Dagnoni.
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A pirataria também entrou na pauta apresentada, por conta do quando produtos falsificados têm atingido as vendas do comércio.
– Quanto à segurança pública, vários temas de fronteira serão debatidos neste evento, mas eu destaco aos senhores um que nos afeta diretamente: pirataria, contrabando e descaminho, e acrescento aqui a informalidade, que massacra nosso setor. Não tenho dúvidas de que essa cooperação direta entre os estados nos facilitará o combate desta realidade – disse Dagnoni aos governadores.
Por fim, a reforma tributária foi outro assunto colocado pelo presidente da Fecomércio aos governadores.