O que até então parecia ser somente um movimento político-ideológico, tornou-se um erro repetido. O governador Jorginho Mello (PL) continua insistindo na “estratégia” de se afastar do governo federal. É uma inversão na lógica história de Santa Catarina, que sempre pediu e tentou muito de Brasília.

Continua depois da publicidade

Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

Mesmo quando as oportunidades existem, como foi durante a última semana, numa reunião do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com govenadores, Jorginho insiste em se manter distante. Assim, de pouco em pouco, Santa Catarina vai se afastando ainda mais do recurso federal.

Historicamente, mesmo com as tentativas incessantes dos governantes catarinenses por mais recursos, o retorno do dinheiro é bem menor do que o Estado merece. Agora, diante desse comportamento de ainda mais distanciamento, Santa Catarina tende a perder ainda mais. Jorginho poderia, por exemplo, aproveitar a oportunidade da última semana em Brasília para pedir a Lula um esforço na BR-101 Norte.

O governo federal precisa ajudar com a ANTT para que a Arteris tire logo do papel as obras de ampliação da rodovia no trecho colapsado que vai de Porto Belo a Balneário Piçarras. A lógica seria o governador do Estado fazer a política da boa relação.

Continua depois da publicidade

Não precisa tirar foto, elogiar ou abraçar. Basta sentar na mesma mesa e defender Santa Catarina. Ficar se distanciando de agendas em comum pode até ser bom para o discurso de rede social ou para os eleitores bolsonaristas, mas não faz bem para as relações institucionais do Estado, que vai ficando cada vez mais para o fim da fila da destinação do recurso federal.