Um dos nomes mais conhecidos da advocacia criminalista de Santa Catarina, tanto pela atuação como pelos casos polêmicos que assumiu, anunciou que não vai fará mais Tribunal do Júri. As sessões são destinadas para os julgamentos de casos como homicídios, por exemplo. O advogado criminalista Claudio Gastão da Rosa Filho revela que ficou “desencantado” com o formato.

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Segundo ele, “questões sociais” acabam predominando e empobrecendo os debates: “Bem diferente do que se via nos tempos em que mestres como o ministro aposentado do STJ Jorge Mussi e o ‘Doutor Jaraguá’ brilhavam como advogados nos júris populares em Santa Catarina”.

Gastão Filho cita o caso recente de um empresário catarinense que foi condenado num julgamento de Tribunal de Júri. O criminalista alega que “a argumentação principal do promotor não era em torno de fatos que poderiam configurar o crime, mas sim da privilegiada condição social do réu”.

– Antigamente discutiam, com inteligência, teses jurídicas e as provas. Hoje, trazem para dentro do Tribunal a luta de classes – reclama o criminalista.

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