A quarta-feira, 8 de janeiro de 2025, mostrou o óbvio: o túnel do Morro dos Cavalos não é mais uma opção. Já passou disto há muito tempo. Agora é uma obrigação. O trecho viário da BR-101 que fica em Palhoça, na Grande Florianópolis, pede com urgência uma solução viária. Um caminhão tombou na região do Morro, por volta de 9h30min, e o trânsito só foi liberado por volta das 15h. As filas ultrapassam os 18 quilômetros e chegam na região mais movimentada de São José (veja fotos abaixo de como seria o túnel na região).
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O túnel talvez não fosse suficiente para que se evitasse o tombamento de um caminhão. Mas o trecho seria muito mais acessível para que a resposta fosse dada de forma mais rápida, além de que a condição viária do trecho seria melhor para a circulação de qualquer veículo, ainda mais para os caminhões. Santa Catarina não pode mais deixar este assunto de lado.
Em abril de 2024, o Litoral catarinense parou quando um deslizamento no Morro dos Cavalos trancou a BR-101. Desde lá, ficou estabelecido que algo precisa ser feito para que enfim o túnel saia do papel. O ministério dos Transportes tratou do assunto. A bancada catarinense procurou informações e cobrou soluções. No final do ano passado, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o túnel está entre as obras de obrigação da Arteris Litoral Sul para a repactuação do contrato da BR-101 Norte.
No entanto, nenhum martelo ainda foi batido e não há detalhes de valores e nem de prazos. Por isto, ainda falta que todo o contrato seja efetivamente repactuado e que o túnel esteja entre as obras a serem feitas pela Arteris. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) entende que o melhor seria era a CCR Via Costeira, concessionária da BR-101 Sul assumir a obra por conta de se tratar de um contrato recente e com tempo maior para que o preço da obra seja diluído no pedágio.
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De uma forma ou outra – e o ideal é que seja a escolha com menor custo para o contribuinte que circula pela rodovia -, SC tem pressa. O Estado não pode ficar refém, e atualmente os catarinenses e os visitantes do Litoral estão condicionados ao destino, sem qualquer garantia de que ficarão horas parados numa fila.