Após o ataque da noite desta quinta-feira (13), em Brasília, os discursos de ódio nas redes sociais arrefeceram. O ato de Wanderley Francisco Luiz, o Tiu França, como era conhecido o catarinense de Rio do Sul, fez com que pessoas com falas extremistas “sumissem”. Agora o movimento é para se desvincular de qualquer manifestação que seja radical, o que até então era uma tendência que se espalhava não só pelas redes sociais, como vimos no atentado em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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O crime do catarinense mostra que o discurso de ódio pode causar efeitos devastadores, seja na sociedade ou na política. A reprovação aos atos do Judiciário é democrática. O problema é a forma com que ela vinha ocorrendo no Brasil. Uma coisa trata-se de criticar, reclamar ou se indignar com uma decisão judicial. Outra coisa é estimular o ataque, seja ele na prática ou no discurso.
Como outros analistas já vêm afirmando nas últimas horas, o episódio de Tio França deve atingir, inclusive, a anistia que tramitava no Congresso Nacional para o atentado de 8 de janeiro. O motivo? O radicalismo não é popular, não agrega à democracia. Pelo contrário, ele afasta as pessoas de movimentos e ainda dá razão para o Judiciário, que atua dentro do campo democrático.
Há muitas lições que o país pode tirar do que ocorreu na noite de 13 de novembro, assim como foi no 8 de janeiro. Na prática, pouco havia sido entendido por parte dos radicais sobre o que ocorreu no começo de 2023. Esta é uma nova oportunidade, que espera-se que seja entendida, de uma vez por todas.
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